UrupáRO

11.377 habitantes · IBGE 1101708

IA

Resumo socioambiental

Urupá/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 23,4% em 2022, resultado 32,6% inferior ao início da série (2008), posicionando o município no percentil 4 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do valor de Rondônia (56,9%). A perda de água, embora tenha recuado 36,9% desde 2008, ainda é de 44,0%, superando a mediana nacional (29,9%) e ficando no percentil 77 (quanto maior, pior). Esse cenário indica ineficiência operacional relevante na distribuição, o que agrava ainda mais a baixa cobertura já registrada.

No esgotamento sanitário, a situação é igualmente preocupante. A coleta de resíduos domiciliares alcança 49,2% dos domicílios (2022), ante mediana nacional de 76,9% e UF de 78,0% (percentil 14). Paralelamente, 47,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (19,9%), colocando o município no percentil 91, entre os piores do país nesse quesito. Apesar da melhora histórica desde 2010 (quando o índice era 61,0%), o ritmo de avanço é insuficiente para aproximar Urupá dos padrões nacionais.

Em relação às emissões de GEE, o município registrou 546.902 tCO₂e em 2024, queda de 17,7% em relação a 2010, mas ainda no percentil 81 nacional, refletindo forte contribuição do setor de uso da terra, típico da região amazônica. As emissões de resíduos (5.534 tCO₂e) ficaram próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 48), sugerindo que, apesar da baixa cobertura de coleta, o volume absoluto de resíduos não é o principal vetor de emissões locais — o que reforça a hipótese de que o problema é mais estrutural (falta de infraestrutura) do que de escala.

Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (3,058), com percentil 50. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. O quadro geral aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que os déficits de cobertura e o alto índice de destinação inadequada de resíduos representam os principais desafios socioambientais do município, com potencial impacto direto na saúde pública e nos recursos hídricos locais.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.4%

2022

4
32.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.0%

2022

23
36.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.2%

2022

14
26.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

47.8%

2022

9
21.7% no período

Emissões de GEE

SEEG

546.902 tCO₂e

2024

19
17.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.534 tCO₂e

2024

52
16.7% no período

Emissões de energia

SEEG

15.925 tCO₂e

2024

53
2.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.