Vale do AnariRO

8.265 habitantes · IBGE 1101757

IA

Resumo socioambiental

Vale do Anari/RO apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 19,9% em 2022 — ainda que recuperada frente ao mínimo de 7,7% em 2016 —, valor muito inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 56,9%, posicionando o município no percentil 3 do país. A perda de água na distribuição, de 56,6% em 2022, é quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próxima do patamar estadual (56,2%), colocando o município no percentil 90 (pior faixa), o que indica ineficiência estrutural na rede mesmo diante da baixa cobertura.

O manejo de resíduos sólidos reforça esse cenário de fragilidade: a coleta domiciliar alcança 45,3% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (78,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 54,0% dos domicílios, mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (19,9%), situando o município no percentil 95 — entre os piores do Brasil. Essa combinação de baixa coleta e alto descarte inadequado é coerente com o nível ainda moderado das emissões de resíduos (3.711 tCO₂e em 2024), que, apesar de abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), reflete mais a ausência de coleta formal do que eficiência ambiental.

Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 72.485 tCO₂e em 2024, uma queda de 80,2% em relação a 2023 e o menor valor da série histórica, após picos superiores a 2,5 milhões de tCO₂e em 2015 — provavelmente associados a desmatamento e mudança de uso da terra. Esse valor ficou abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas as emissões de energia seguem em trajetória de alta (+81% desde 2010, chegando a 14.164 tCO₂e em 2024), sinalizando pressão crescente do setor energético mesmo com a redução das emissões totais.

A segurança hídrica do município é a mais baixa entre os indicadores analisados: índice de 2,000 (2035), metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da média estadual (3,058), no percentil 14. Não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), mas a combinação de baixíssima cobertura de água, altas perdas na distribuição e fraca gestão de resíduos aponta para um município com infraestrutura de saneamento estrutural e persistentemente deficitária, exigindo priorização de investimentos em abastecimento de água e coleta de resíduos para reverter indicadores historicamente entre os piores do país.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

19.9%

2022

3
18.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

56.6%

2022

10
22.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.3%

2022

11
34.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.0%

2022

5
18.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

72.485 tCO₂e

2024

69
80.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.711 tCO₂e

2024

65
32.1% no período

Emissões de energia

SEEG

14.164 tCO₂e

2024

56
81.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.