Vale do ParaísoRO
6.843 habitantes · IBGE 1101807
Resumo socioambiental
Vale do Paraíso/RO apresenta quadro socioambiental crítico, especialmente no saneamento básico. A cobertura de água atende apenas 10,7% dos domicílios (2020), muito abaixo da mediana nacional de 76,5% e do próprio estado (56,9%), com trajetória de queda acumulada de -42,7% desde 2008 — o município já havia registrado 18,7% em 2008 e não recuperou esse patamar. A coleta de esgoto também é insuficiente: apenas 39,7% dos domicílios são atendidos (2022), enquanto 55,1% ainda têm destino inadequado de dejetos, situação que posiciona o município no percentil 95 nacional (ou seja, entre os piores do país) e bem acima da mediana de 14,9%. Chama atenção o dado de perda de água zerada em 2020, que contrasta com oscilações extremas na série histórica (0% a 100%), sugerindo possível inconsistência ou descontinuidade no reporte ao SNIS, e não necessariamente eficiência operacional real.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 518.820 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 81. Houve, contudo, forte queda em relação ao pico de 2017 (1.492.657 tCO₂e), embora a série mostre grande volatilidade, com novo salto em 2023 (1.308.892 tCO₂e) seguido de recuo abrupto em 2024. As emissões de resíduos, por outro lado, vêm em trajetória consistente de queda (-35,4% desde 2010, para 4.558 tCO₂e em 2024), hoje abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e resíduos — menor tratamento formal tende a gerar menos emissões contabilizadas nesse setor, mas às custas de destinação inadequada e risco sanitário. As emissões de energia também caíram (-37,6%) e estão bem abaixo da mediana nacional.
Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica é de 2,0 (2035), inferior à mediana nacional (4,0) e ao valor estadual (3,058), no percentil 14 — indicando vulnerabilidade projetada relevante. Houve um registro de cheia em 2016, sem eventos de seca reportados no mesmo ano.
Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento deficitária, muito aquém dos padrões nacionais e estaduais, com emissões totais de GEE elevadas frente à mediana do país, ainda que em queda recente nos setores de resíduos e energia. A baixa cobertura de água e esgoto, associada à fragilidade projetada em segurança hídrica, aponta para a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura sanitária, que tende a reduzir riscos à saúde pública e melhorar a gestão de resíduos e efluentes no médio prazo.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
10.7%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
39.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
55.1%
2022
Emissões de GEE
SEEG
518.820 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.558 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.706 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
