AcrelândiaAC
14.657 habitantes · IBGE 1200013
Resumo socioambiental
Acrelândia apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 39,9% em 2022 (percentil 12 nacional, contra mediana de 76,5% e 48,0% no Acre), enquanto a perda de água chega a 70,8%, bem acima da mediana nacional (29,9%) e superior até à média estadual (65,6%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do país nesse indicador. Apesar da leve melhora recente (de 35,5% para 39,9% entre 2021 e 2022), a série histórica mostra estagnação prolongada desde 2008, com o índice de perdas inclusive piorando 19,5% no período.
O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante: apenas 54,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (percentil 19), e 44,5% ainda têm destino inadequado de dejetos, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e o dobro da média do Acre (22,9%). Essa combinação de baixa cobertura de água, altas perdas e esgotamento deficiente indica fragilidade estrutural da infraestrutura urbana, com potenciais impactos sobre saúde pública e recursos hídricos locais, mesmo havendo redução de 13% no indicador de destino inadequado desde 2010.
Do ponto de vista de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 52,7% desde 2010, chegando a 2.169.986 tCO₂e em 2024 — ainda assim, um valor expressivo (percentil 95 nacional), provavelmente associado a mudança de uso da terra, típica da dinâmica amazônica. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 83% no período, atingindo 6.927 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que reforça a relação entre a baixa cobertura de coleta de esgoto/resíduos e o aumento das emissões associadas a decomposição inadequada de dejetos. Já as emissões de energia caíram 8,4%, ficando abaixo da mediana nacional.
Em relação a eventos hídricos, os dados de 2016 registram ausência de cheias e apenas 1 registro de seca, sem indicar tendência clara. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), mas acima da média estadual (2,773), sugerindo vulnerabilidade moderada frente a outros municípios do Acre, ainda que dependente de investimentos em saneamento para reverter os indicadores estruturais deficitários identificados.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
39.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
2.169.986 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.927 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.831 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
