Assis BrasilAC

8.573 habitantes · IBGE 1200054

IA

Resumo socioambiental

Assis Brasil apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 69,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%), mas superior à média estadual (48,0%), posicionando o município no percentil 41 do país. O dado mais crítico, no entanto, é a perda de água na distribuição, que saltou para 82,0% em 2022 — o maior patamar da série histórica desde 2008 e muito acima da mediana nacional (29,9%) e até mesmo da já elevada média acreana (65,6%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação sugere investimentos insuficientes em manutenção de redes, com desperdício expressivo mesmo diante de cobertura já limitada.

O cenário de resíduos sólidos reforça a fragilidade da infraestrutura urbana: a coleta domiciliar recuou de 61,4% (2010) para 54,7% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído levemente, ainda atinge 37,0% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média do Acre (22,9%), posicionando o município no percentil 82 (pior faixa). Coerentemente, as emissões de resíduos cresceram 83,8% entre 2010 e 2024, chegando a 3.521 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e do padrão estadual.

Do ponto de vista climático, o município mostra trajetória favorável nas emissões totais, que passaram de patamares muito altos (pico de 2,9 milhões de tCO₂e em 2019, provavelmente associado a desmatamento) para um saldo negativo de -289.940 tCO₂e em 2024, indicando que a cobertura vegetal remanescente atua como sumidouro líquido de carbono — resultado bem distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e que posiciona Assis Brasil no percentil 1, entre os municípios com melhor desempenho relativo nessa métrica. As emissões de energia também caíram 77,2% desde 2010, refletindo baixa dependência de fontes fósseis, com potência térmica estável em apenas 2 MW.

Em síntese, o município combina bom desempenho ambiental florestal com deficiências estruturais graves em saneamento: a alta perda de água e a baixa cobertura de coleta de resíduos indicam necessidade urgente de investimento em infraestrutura, especialmente porque a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000) já se encontra no limiar da mediana nacional, mas superior à média estadual (2,773), sinalizando que ganhos futuros dependem de gestão eficiente dos recursos hídricos existentes.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

2 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.5%

2022

41
39.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

82.0%

2022

1
38.6% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.7%

2022

19
10.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.0%

2022

18
4.1% no período

Emissões de GEE

SEEG

-289.940 tCO₂e

2024

99
54.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.521 tCO₂e

2024

66
83.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.622 tCO₂e

2024

68
77.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.