BujariAC

13.766 habitantes · IBGE 1200138

IA

Resumo socioambiental

Bujari/AC apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 44,0% (2022), bem inferior à mediana brasileira de 76,5% e próxima da média estadual de 48,0%, colocando o município no percentil 15 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta atende somente 3,3% dos domicílios (2021), contra mediana nacional de 87,8%, e o tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde pelo menos 2014, enquanto a mediana do Brasil é 37,7%. Segundo o Censo IBGE, apenas 38,4% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), com queda de 18,4% desde 2010, e 52,3% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%), posicionando o município no percentil 94 (pior faixa do país).

Um agravante estrutural é a perda de água na distribuição, que saltou de 30,8% (2013) para 78,8% em 2022, variação de +35,3% no período e percentil 99 nacional — ou seja, quase toda a água tratada produzida se perde antes de chegar ao consumidor, o que compromete a eficiência dos poucos investimentos em abastecimento e ajuda a explicar a estagnação da cobertura de água em patamares baixos há mais de uma década.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 3.513.887 tCO₂e em 2024, com o município no percentil 97 nacional, refletindo o peso do uso da terra e do desmatamento típico da Amazônia — embora o valor de 2024 represente recuo frente ao pico de 6.656.959 tCO₂e em 2022. As emissões de resíduos cresceram 161,7% desde 2010, atingindo 6.194 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando ligação direta com a ausência de tratamento de esgoto e a alta taxa de destinação inadequada de resíduos sólidos. As emissões de energia também dispararam (+510,1% desde 2010, para 22.765 tCO₂e), sinalizando expansão do consumo sem contrapartida em infraestrutura sanitária.

Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica do município é 3,000 (2035, projeção ANA), abaixo da mediana nacional (4,000) mas superior à média estadual (2,773), sugerindo vulnerabilidade moderada relativa ao Acre. O quadro geral indica urgência em investimentos que reduzam simultaneamente perdas de água, ampliem coleta e tratamento de esgoto, e melhorem a destinação de resíduos, dado que essas três frentes estão interligadas e explicam parte da pressão sobre as emissões de GEE do município.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.0%

2022

15
16.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.3%

2021

3
10.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

78.8%

2022

1
35.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.4%

2022

7
18.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.3%

2022

6
1.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

3.513.887 tCO₂e

2024

3
3.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.194 tCO₂e

2024

48
161.7% no período

Emissões de energia

SEEG

22.765 tCO₂e

2024

46
510.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.