CapixabaAC

10.922 habitantes · IBGE 1200179

IA

Resumo socioambiental

Capixaba/AC apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 42,5% em 2022, com alta de +42,2% no ano, mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e mesmo da média estadual de 48,0%, posicionando o município no percentil 14 do país. A situação se agrava pela perda de água de 64,4% (2022), muito superior à mediana nacional de 29,9%, colocando o município no percentil 94 (entre os piores do Brasil) — ou seja, mais de seis em cada dez litros captados não chegam ao consumidor, mesmo com cobertura já baixa.

O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais grave. Apenas 43,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), praticamente estagnado desde 2010 (44,2%), enquanto 55,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima da média do Acre (22,9%), no percentil 96. Essa deficiência sanitária se reflete no crescimento das emissões de resíduos, que saltaram de 2.634 tCO₂e (2010) para 5.132 tCO₂e em 2024 (+94,8% no período), embora ainda próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 1.694.607 tCO₂e em 2024, com alta de +2,3% no último ano, mas dentro de uma série historicamente volátil que atingiu pico de mais de 5 milhões de tCO₂e em 2020 e 2022 — sinalizando forte influência de mudanças no uso da terra. O percentil 94 nacional reflete o peso expressivo do município nesse indicador, mesmo com população pequena. Chama atenção o salto abrupto das emissões de energia, que passaram de 29.030 tCO₂e (2023) para 72.631 tCO₂e em 2024, alta de quase 800% desde 2010, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e indicando mudança estrutural na matriz energética local que merece investigação.

O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,773), sugerindo vulnerabilidade futura moderada frente aos vizinhos acreanos. Combinados, os indicadores apontam para um município com infraestrutura sanitária historicamente deficitária, pressão ambiental crescente ligada ao uso do solo e à energia, e necessidade urgente de investimento em saneamento básico para reverter perdas de água e destinação inadequada de esgoto, que hoje colocam Capixaba entre os piores do país nesses quesitos.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.5%

2022

14
42.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

64.4%

2022

6
7.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.3%

2022

10
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.9%

2022

4
0.2% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.694.607 tCO₂e

2024

6
2.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.132 tCO₂e

2024

54
94.8% no período

Emissões de energia

SEEG

72.631 tCO₂e

2024

24
798.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.