Cruzeiro do SulAC

98.382 habitantes · IBGE 1200203

IA

Resumo socioambiental

Cruzeiro do Sul apresenta quadro de saneamento crítico associado a um perfil de emissões atípico para um município de porte médio. A cobertura de água atingiu 50,7% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e mesmo da UF (48,0%), posicionando o município no percentil 20. Mais grave é a perda de água, que chegou a 69,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e superior à própria UF (65,6%), colocando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional significativa na distribuição, apesar de leve melhora frente ao pico de 81,8% em 2021.

O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante: os domicílios com coleta caíram de 68,3% em 2010 para apenas 25,5% em 2022, uma retração de 62,7%, situando o município no percentil 2 nacional — praticamente entre os piores do Brasil. Em contrapartida, o destino inadequado de dejetos recuou de 31,7% para 17,0% no mesmo período, ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e abaixo da UF (22,9%), o que sugere possível mudança na forma de registro ou coleta de dados mais do que uma melhoria estrutural real, dado o colapso simultâneo da cobertura formal de coleta.

Do lado das emissões, o município registrou 3.247.059 tCO₂e em 2024, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 97 — entre os maiores emissores do país, embora abaixo do pico de 5.739.765 tCO₂e em 2021. As emissões de resíduos somaram 53.401 tCO₂e (percentil 94), crescimento de 119,9% desde 2010, coerente com a debilidade da infraestrutura de coleta e destinação, já que o município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada desde 2017. As emissões de energia também chamam atenção, com 478.504 tCO₂e (percentil 96) e forte salto na potência térmica fóssil instalada, que passou de 34 MW para 87 MW entre 2022 e 2023, indicando maior dependência de geração termelétrica fóssil, fator que pressiona ainda mais o balanço de emissões.

Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média da UF (2,773), no percentil 50 relativo ao Acre. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a combinação de baixa cobertura de água e esgoto, alta perda hídrica e elevado volume de emissões sinaliza necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de saneamento e em eficiência energética, sob risco de agravamento simultâneo dos indicadores ambientais e de saúde pública no município.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

87 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.7%

2022

20
41.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

69.5%

2022

4
2.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

25.5%

2022

2
62.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.0%

2022

46
46.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2017

0.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

3.247.059 tCO₂e

2024

3
60.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

53.401 tCO₂e

2024

6
119.9% no período

Emissões de energia

SEEG

478.504 tCO₂e

2024

4
38.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.