FeijóAC

37.644 habitantes · IBGE 1200302

IA

Resumo socioambiental

Feijó/AC apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento, com cobertura de água de apenas 18,3% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio Acre (48,0%), posicionando o município no percentil 2 do país. Mais grave ainda é a perda de água, que atingiu 79,4% em 2022 (percentil 99 nacional, pior que a mediana de 29,9% e acima da média estadual de 65,6%), indicando ineficiência severa na distribuição mesmo com cobertura já baixa — ou seja, o pouco que é captado e tratado se perde majoritariamente antes de chegar à população. A coleta de resíduos também é deficiente, atendendo 52,5% dos domicílios (2022), enquanto 45,1% têm destino inadequado de dejetos, quadro bem pior que a mediana nacional (14,9%) e a do Acre (22,9%).

Esse déficit estrutural em saneamento tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 73,9% entre 2010 e 2024, chegando a 14.950 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 78. O dado mais alarmante, porém, é o salto nas emissões totais de GEE: de 633.608 tCO₂e em 2010 para 11.367.636 tCO₂e em 2024, alta de 1.694%, colocando Feijó no percentil 100 nacional — o maior patamar relativo do país, refletindo provavelmente forte pressão de desmatamento e mudança de uso da terra, típica da dinâmica amazônica. Vale notar que essas emissões chegaram a superar 23,9 milhões de tCO₂e em 2022, com recuo posterior, mas ainda em nível extremamente elevado.

Na matriz energética, houve redução de 48% nas emissões de energia desde 2010, embora a potência térmica fóssil tenha mais que dobrado (+114,6%) desde 2023, alcançando 13 MW — acima da mediana nacional, mas ainda modesta frente ao total estadual (142 MW). Em segurança hídrica, o índice projetado de 2,000 para 2035 é inferior à mediana nacional (4,000) e ao valor estadual (2,773), posicionando o município no percentil 14, o que reforça a vulnerabilidade estrutural já evidenciada pelos indicadores de água e esgoto.

Em síntese, Feijó combina infraestrutura de saneamento entre as piores do Brasil com uma trajetória de emissões de GEE extremamente acelerada, sugerindo que o enfrentamento da questão ambiental do município passa tanto pela urgente universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário quanto pelo controle de emissões associadas ao uso da terra, dado seu peso dominante frente às fontes energéticas e de resíduos.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

13 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

18.3%

2022

2
71.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

79.4%

2022

1
18.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.5%

2022

17
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.1%

2022

10
7.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

11.367.636 tCO₂e

2024

0
1694.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.950 tCO₂e

2024

22
73.9% no período

Emissões de energia

SEEG

29.606 tCO₂e

2024

41
48.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.