JordãoAC
9.787 habitantes · IBGE 1200328
Resumo socioambiental
Jordão/AC apresenta quadro sanitário crítico e distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 34,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do próprio Acre (48,0%), posicionando o município no percentil 9 do país. Mais preocupante é a trajetória recente: após pico de 43,9% em 2017, o indicador vem caindo, revertendo parte do avanço histórico. Paralelamente, a perda de água na distribuição saltou para 78,1% em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e no percentil 98 —, sugerindo que a infraestrutura de abastecimento está se deteriorando exatamente enquanto a cobertura recua, num padrão de ineficiência operacional que compromete a universalização do serviço.
O saneamento de esgoto é ainda mais grave: a coleta caiu de 81,0% (2013) para 41,0% em 2020, uma queda de quase metade em sete anos, e o tratamento permanece em 0,0% desde 2013, sem qualquer avanço. Coerentemente, os dados censitários mostram que apenas 44,7% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 10 nacional) e 52,3% têm destinação inadequada de dejetos (percentil 94, entre os piores do país), embora este último indicador tenha melhorado desde 2010 (61,7%). Essa lacuna estrutural de saneamento ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.395 tCO₂e (2010) para 4.379 tCO₂e em 2024 — alta de 213,9% no período, ainda que abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No balanço de gases de efeito estufa, Jordão viveu inversão dramática: de sumidouro de carbono (valores negativos por conta do desmatamento evitado ou reflorestamento) até 2018, o município passou a emissor líquido a partir de 2019, atingindo pico de 1.268.997 tCO₂e em 2022, recuando para 254.391 tCO₂e em 2024 — ainda assim quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 66. As emissões de energia também explodiram (+1.218,5% desde 2010, chegando a 6.197 tCO₂e em 2024), embora a matriz térmica fóssil permaneça estável em 2 MW, abaixo da mediana nacional.
Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) mas superior à média estadual (2,773), indicando vulnerabilidade moderada. Não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, o que pode refletir tanto ausência de eventos quanto subnotificação. Em síntese, Jordão combina infraestrutura sanitária em franco retrocesso, perdas hídricas alarmantes e reversão de sua condição de sumidouro de carbono — um quadro que exige investimento urgente em saneamento básico como eixo central de qualquer estratégia de mitigação e adaptação climática local.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
2 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
34.9%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
41.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
78.1%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
44.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.3%
2022
Emissões de GEE
SEEG
254.391 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.379 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.197 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
