Mâncio LimaAC
20.329 habitantes · IBGE 1200336
Resumo socioambiental
Mâncio Lima apresenta um quadro de saneamento com avanços relevantes, mas ainda heterogêneo. A coleta de esgoto atingiu 98,3% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e o índice do Acre (25,3%), colocando o município no percentil 65 do país. O tratamento de esgoto, de 84,8% em 2022, é ainda mais expressivo frente à mediana brasileira (37,7%) e à média estadual (4,9%), posicionando o município no percentil 81 nacional — um resultado destacado para o padrão regional. Já a cobertura de água, de 61,3% em 2022, embora tenha crescido 136,2% desde 2008, permanece abaixo da mediana nacional (76,5%), ainda que acima do Acre (48,0%). A perda de água, de 34,8%, superou a mediana do país (29,9%), mas é bem inferior à média estadual (65,6%), indicando ineficiência operacional relativa, porém menos crítica que o padrão acreano.
Há uma contradição relevante entre os dados do SNIS e os do Censo IBGE: enquanto a coleta de esgoto formal é alta, apenas 48,5% dos domicílios tinham coleta em 2022 segundo o Censo, com queda de 4,7% desde 2010, e 34,7% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos — acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (22,9%), no percentil 80 (pior faixa). Essa lacuna entre infraestrutura declarada e cobertura domiciliar efetiva sugere possível concentração dos serviços em áreas urbanas centrais, deixando parcela significativa da população sem atendimento adequado, o que também ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que somaram 9.306 tCO₂e em 2024, alta de 160,9% desde 2010 e acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No campo climático, o município figura entre os poucos com balanço de emissões negativo em 2024 (-258.107 tCO₂e), refletindo o papel de sumidouro de carbono da cobertura florestal amazônica, com percentil 1 nacional (ou seja, entre os menores emissores líquidos do país). Contudo, a série histórica mostra oscilações fortes, com picos positivos entre 2019 e 2023 (até 1.136.129 tCO₂e em 2022), provavelmente associados a eventos de desmatamento ou queimadas, o que indica fragilidade na manutenção desse resultado favorável. As emissões de energia, de 16.611 tCO₂e em 2024, cresceram 318,2% desde 2010, mas ainda estão abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Por fim, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016, e a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000) iguala a mediana nacional e supera amplamente a média estadual (2,773), no percentil 88 — um indicativo positivo para o planejamento hídrico de longo prazo. Em síntese, Mâncio Lima combina indicadores de saneamento formal competitivos nacionalmente com desafios de cobertura domiciliar efetiva e gestão de resíduos, exigindo atenção para consolidar o bom desempenho climático e ampliar o acesso real da população aos serviços de saneamento.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
61.3%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.3%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
84.8%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
34.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.7%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-258.107 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.306 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.611 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
