Manoel UrbanoAC

12.776 habitantes · IBGE 1200344

IA

Resumo socioambiental

Manoel Urbano/AC apresenta quadro de saneamento crítico e trajetória preocupante em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 56,4% em 2022, valor abaixo da mediana nacional (76,5%) e mesmo da UF (48,0%), embora ainda superior, resultando no percentil 26 do país. Mais grave é a perda de água, em 55,4% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%), colocando o município no percentil 89 (entre os piores do Brasil), embora abaixo da média estadual, que é ainda mais alta (65,6%). Essa combinação indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, com desperdício expressivo mesmo diante de cobertura já limitada.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: apenas 49,4% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de 6,7% desde 2010, e 47,3% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, taxa mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e também superior à média da UF (22,9%), posicionando o município no percentil 91 do país. Esse déficit sanitário estrutural, associado à ausência de investimentos que revertam a tendência de retrocesso, sugere risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais.

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram de valores negativos (sumidouro) até 2013 para 2.985.957 tCO₂e em 2024, alta de 414,6% desde 2010, com pico de 9,4 milhões de toneladas em 2022 — colocando o município no percentil 97 nacional, embora ainda distante da magnitude da UF (56,2 milhões de tCO₂e). Essa escalada está associada provavelmente a mudança de uso do solo, já que as emissões de energia caíram 34,8% (para 13.808 tCO₂e) e as de resíduos, embora tenham crescido 177% desde 2010, alcançaram apenas 5.749 tCO₂e em 2024, próximo à mediana nacional (5.787 tCO₂e) — coerente com a baixa cobertura de coleta de resíduos e esgoto, que limita a geração de emissões desse setor mas não elimina o problema sanitário subjacente.

Por fim, a segurança hídrica projetada para 2035 é de apenas 2,0, metade da mediana nacional (4,0) e abaixo da média estadual (2,773), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e saneamento. O conjunto dos indicadores aponta para um município com desafios estruturais sobrepostos: baixa cobertura e alta perda no abastecimento, déficit sanitário grave e crescimento acelerado de emissões, exigindo priorização de políticas públicas integradas de saneamento e controle do desmatamento.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

2 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.4%

2022

26
22.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.4%

2022

11
19.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.4%

2022

14
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

47.3%

2022

9
0.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.985.957 tCO₂e

2024

3
414.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.749 tCO₂e

2024

50
177.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.808 tCO₂e

2024

56
34.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.