Marechal ThaumaturgoAC

17.951 habitantes · IBGE 1200351

IA

Resumo socioambiental

Marechal Thaumaturgo apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 26,5% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 48,0%, posicionando o município no percentil 5 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou de 22,9% em 2009 para 83,8% em 2022 (variação de +265,4%), muito acima da mediana nacional (29,9%) e mesmo da mediana do Acre (65,6%), colocando o município no percentil 99 — quase toda a água tratada se perde antes de chegar ao consumidor, o que ajuda a explicar a baixíssima cobertura efetiva.

O quadro de esgotamento é ainda mais alarmante: a coleta domiciliar praticamente desapareceu, caindo de 32,6% em 2010 para 0,9% em 2022 (percentil 0 nacional), enquanto o destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 67,4% para 58,1% no mesmo período, permanece extremamente elevado frente à mediana nacional (14,9%) e estadual (22,9%), no percentil 97. Essa combinação de baixíssima cobertura de água, perdas elevadas e ausência de coleta de esgoto configura um cenário de vulnerabilidade sanitária severa, com risco direto à saúde pública e possível pressão sobre corpos hídricos locais.

Do ponto de vista climático, o município mantém-se historicamente como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas em quase toda a série (-792.870 tCO₂e em 2024), refletindo o papel da cobertura florestal amazônica, embora a magnitude do sumidouro tenha se reduzido significativamente frente aos valores de 2010-2018 (acima de -1,2 milhão de tCO₂e), e tenha havido inclusive um pico positivo em 2021 (311.565 tCO₂e), sinalizando possível perda de floresta ou aumento de queimadas naquele ano. Em contraste, as emissões de resíduos cresceram +116,4% desde 2010, chegando a 6.334 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), tendência coerente com o colapso da coleta de esgoto e a ausência de gestão adequada de resíduos sólidos e líquidos no município.

Na matriz energética, a potência solar instalada está estagnada em 715 kW desde 2021, sem crescimento, e abaixo da mediana nacional (960 kW), enquanto a geração térmica fóssil permanece fixa em 4 MW, indicando dependência de fontes emissoras sem avanço na transição energética local. O índice de segurança hídrica de 3,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), mas acima da mediana estadual (2,773), sugerindo que, apesar dos desafios estruturais de saneamento, a disponibilidade hídrica futura pode ser relativamente menos crítica que a média do Acre — ainda que os dados de investimento em infraestrutura hídrica sejam urgentemente necessários para reverter o quadro de perdas e cobertura insuficiente.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

4 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.5%

2022

5
59.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

83.8%

2022

1
265.4% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

0.9%

2022

0
97.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

58.1%

2022

3
13.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

-792.870 tCO₂e

2024

99
34.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.334 tCO₂e

2024

47
116.4% no período

Emissões de energia

SEEG

14.952 tCO₂e

2024

55
71.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

715 kW

2024

44
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.