Plácido de CastroAC

17.127 habitantes · IBGE 1200385

IA

Resumo socioambiental

Plácido de Castro apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 52,9% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%), embora superior à média do Acre (48,0%), posicionando o município no percentil 23. A situação do esgotamento sanitário é mais grave: a coleta caiu para 14,7% em 2021 (percentil 9 nacional, mediana de 87,8%) e o tratamento de esgoto zerou completamente, após ter alcançado 100% entre 2014 e 2016 — um retrocesso expressivo que expõe a população a riscos sanitários e ambientais. A perda de água na distribuição, de 71,8% em 2022, é extremamente elevada (percentil 97, pior que a mediana nacional de 29,9% e também acima da média estadual), indicando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento.

O manejo de resíduos sólidos reforça o quadro preocupante: apenas 61,4% dos domicílios têm coleta (percentil 27, abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto 36,4% dos domicílios ainda têm destinação inadequada de resíduos em 2022 (percentil 82, bem acima da mediana nacional de 14,9%). Essa lacuna estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram +63,4% desde 2010, atingindo 9.462 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando que a ausência de tratamento adequado de esgoto e resíduos tem custo ambiental crescente e mensurável.

Em contrapartida, as emissões totais de GEE do município caíram -70,4% desde 2010, chegando a 935.054 tCO₂e em 2024, embora ainda no percentil 89 nacional — reflexo do peso histórico de mudança de uso da terra típico da Amazônia, mesmo com a queda recente. As emissões de energia cresceram +23,7% no período, mas seguem abaixo da mediana nacional (12.258 vs. 18.929 tCO₂e), indicando que o principal desafio ambiental do município não está no setor energético, mas na gestão territorial e no saneamento.

Quanto à segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), ainda que superior à média do Acre (2,773), sinalizando vulnerabilidade moderada. Os registros de seca (1 ocorrência em 2016) e ausência de cheias no mesmo ano não permitem análise de tendência robusta dada a limitação temporal da série. Em síntese, o município precisa priorizar a recuperação do tratamento de esgoto, a redução de perdas no sistema de água e a ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, pois esses três eixos estão diretamente interligados e representam os maiores passivos socioambientais identificados no período analisado.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.9%

2022

23
60.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

14.7%

2021

9
29.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

71.8%

2022

3
65.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.4%

2022

27
10.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.4%

2022

18
18.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

935.054 tCO₂e

2024

11
70.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.462 tCO₂e

2024

34
63.4% no período

Emissões de energia

SEEG

12.258 tCO₂e

2024

60
23.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.