Rio BrancoAC
387.852 habitantes · IBGE 1200401
Resumo socioambiental
Rio Branco/AC apresenta em 2024 um investimento público de R$ 20,2 milhões, valor idêntico ao total do Acre no mesmo ano e que posiciona o município no percentil 86 nacional — indicando concentração relevante de recursos na capital em relação à mediana nacional de R$ 3,1 milhões. Esse aporte, no entanto, não se traduziu em melhorias no saneamento básico: a cobertura de água caiu para 53,5% em 2022 (percentil 23, abaixo da mediana nacional de 76,5%), e o tratamento de esgoto sofreu colapso, caindo de 19,9% em 2021 para apenas 0,7% em 2022, uma retração de -78,1% no último ano, mesmo havendo 4 ETEs instaladas no município (percentil 95 nacional). A coleta de esgoto permanece estagnada em 22,7% (2021), muito aquém da mediana nacional de 87,8%, embora ligeiramente acima da média do Acre.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 56,6% em 2022 (-25,3% no período), ainda é expressiva e supera a mediana nacional de 29,9%, embora esteja levemente melhor que a média estadual (65,6%). Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra desempenho superior: 90,7% dos domicílios têm coleta (percentil 79) e apenas 5,3% têm destinação inadequada (percentil 26, melhor que a mediana nacional de 14,9%). Esse contraste sugere que o investimento público municipal tem priorizado resíduos sólidos urbanos em detrimento do saneamento de água e esgoto, cujo desempenho é uma das fragilidades centrais do município.
No eixo climático, Rio Branco emitiu 9,76 milhões de tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), com alta volatilidade histórica — pico de 21,7 milhões de tCO₂e em 2022 — refletindo forte influência de mudanças de uso da terra típicas da Amazônia. As emissões de resíduos cresceram 146,9% desde 2010, atingindo 155.837 tCO₂e em 2024 (percentil 98), tendência coerente com o colapso no tratamento de esgoto e reforçando a pressão ambiental do saneamento deficiente sobre o balanço de emissões municipais. As emissões de energia, por sua vez, mantiveram-se relativamente estáveis (577.610 tCO₂e, +4,3%), mas ainda muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
O quadro hídrico-climático é preocupante: o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e também inferior à média estadual (2,773), colocando o município no percentil 14. Somado aos registros históricos de eventos extremos — 9 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, ambos entre os piores do país (percentis 100 e 68, respectivamente) —, esse cenário reforça a urgência de investimentos coordenados entre infraestrutura de saneamento, mitigação de emissões e adaptação climática, dado que os indicadores atuais mostram desconexão entre o volume de recursos aplicados e a efetividade dos resultados socioambientais.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
8 MW total
Investimento público
PNCP
R$ 20.2 mi
2026
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.5%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
22.7%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.7%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
4
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
56.6%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Emissões de GEE
SEEG
9.764.148 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
155.837 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
577.610 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
9
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
