Rodrigues AlvesAC
15.537 habitantes · IBGE 1200427
Resumo socioambiental
Rodrigues Alves/AC apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento e trajetória crescente de emissões. A cobertura de água atingiu apenas 40,3% em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e ligeiramente inferior ao percentil estadual, posicionando o município no percentil 12 do país. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou de 25,0% em 2008 para 53,4% em 2022 (variação de +113,6% no período), superando a mediana nacional (29,9%) e colocando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência operacional significativa na gestão hídrica local.
No saneamento básico, a coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 38,5% (2010) para 52,0% (2022), mas ainda fica distante da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (64,9%), situando o município no percentil 17. Como contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 61,5% para 44,9% no mesmo período, permanece extremamente elevado frente à mediana nacional (14,9%) e à UF (22,9%), colocando Rodrigues Alves no percentil 90 — entre os piores do país. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos mais que dobraram entre 2010 e 2024 (+111,6%, atingindo 11.229 tCO₂e), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e), embora ainda distantes da escala estadual.
O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que alcançaram 1.444.664 tCO₂e em 2024 (+16,4% desde 2010, com pico de 2.246.506 tCO₂e em 2022), posicionando o município no percentil 93 nacional — um patamar extremamente elevado quando comparado à mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda pequeno frente ao total estadual. Essa magnitude indica forte pressão de uso do solo e desmatamento, típica da dinâmica amazônica, e não decorre das emissões de energia (6.770 tCO₂e, percentil 27) nem apenas de resíduos, mas de fontes associadas majoritariamente a mudança de uso da terra.
Em segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,773), sugerindo vulnerabilidade moderada relativa ao contexto do Acre. Não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais simultâneos em infraestrutura de água e resíduos, que se traduzem em pressões ambientais crescentes, exigindo investimentos prioritários em redução de perdas hídricas, ampliação da coleta de resíduos e destinação adequada, com potencial de mitigar tanto os indicadores sanitários quanto as emissões associadas.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
53.4%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.9%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.444.664 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.229 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.770 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
