Santa Rosa do PurusAC
7.143 habitantes · IBGE 1200435
Resumo socioambiental
Santa Rosa do Purus apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 40,4% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e mesmo à média estadual de 48,0%, posicionando o município no percentil 12 do país. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que chegou a 79,7% em 2022 — quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e superior à média acreana (65,6%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra que, após uma melhora relativa entre 2014 e 2019 (perdas na faixa de 54-58%), o indicador piorou substancialmente nos últimos anos, sinalizando deterioração da infraestrutura ou da gestão do sistema de abastecimento.
O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante e conectado ao quadro de perdas hídricas: apenas 23,2% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, uma queda expressiva frente aos 47,2% registrados em 2010 — retrocesso de mais de 50% no período, e percentil 2 nacional. Consistentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 52,1% dos domicílios, mais de três vezes a mediana do país (14,9%) e acima da média do Acre (22,9%), no percentil 94. Essa combinação de baixa cobertura de água, altíssima perda e precário esgotamento sanitário indica vulnerabilidade sanitária significativa da população, com riscos à saúde pública que exigem investimento prioritário em infraestrutura.
Do ponto de vista climático, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -953.875 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica na compensação de emissões — posição oposta à da maioria dos municípios brasileiros (percentil 1, mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões por resíduos cresceram 127,3% desde 2010, atingindo 2.732 tCO₂e em 2024, e as emissões de energia dobraram no mesmo período (+100,3%, chegando a 7.910 tCO₂e), ambas ainda abaixo das medianas nacionais, mas em trajetória de crescimento contínuo que merece monitoramento, especialmente diante da fragilidade do saneamento já descrita.
Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) mas superior à média estadual (2,773), sugerindo desafios estruturais compartilhados com outros municípios do Acre. A ausência de infraestrutura robusta de saneamento, associada às elevadas perdas de água, reforça a urgência de investimentos em capacidade de gestão hídrica e tratamento de esgoto como medidas prioritárias para reduzir riscos sanitários e ambientais no médio prazo.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
2 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.4%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
79.7%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
23.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.1%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-953.875 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.732 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.910 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
