Senador GuiomardAC

22.352 habitantes · IBGE 1200450

IA

Resumo socioambiental

Senador Guiomard/AC apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para a infraestrutura de saneamento. A cobertura de água atingiu apenas 33,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e também inferior à média estadual (48,0%), posicionando o município no percentil 8 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou para 78,9% em 2022, um aumento de 39,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior, colocando o município no percentil 99 nacional (pior faixa possível) e muito acima da mediana do país (29,9%) e da UF (65,6%). Essa combinação de baixa cobertura com altíssimo desperdício sugere ineficiência estrutural grave no sistema de abastecimento, que compromete tanto o acesso da população quanto a sustentabilidade do serviço.

O saneamento básico também é crítico na dimensão de resíduos sólidos: apenas 65,9% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto 32,0% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana do Brasil (14,9%) e acima do percentil 76 estadual, embora tenha havido melhora de 10,6 pontos desde 2010. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões de GEE do setor, que cresceram 19,3% entre 2010 e 2024, atingindo 17.928 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 82, indicando que a fragilidade da coleta e destinação adequada de resíduos tem custo ambiental crescente.

Em termos de emissões totais, o município registrou queda expressiva de 65,1% entre 2010 e 2024 (de 4,68 milhões para 1,63 milhão de tCO₂e), provavelmente associada à redução de desmatamento, mas ainda assim posiciona-se no percentil 94 nacional, evidenciando que as emissões seguem muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que triplicaram (+163,5%) entre 2010 e 2024, chegando a 75.008 tCO₂e — tendência que merece monitoramento, pois pode indicar expansão do consumo energético sem equivalente ganho de eficiência.

Por fim, o índice de segurança hídrica do município é de apenas 2,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000) e também inferior à média estadual (2,773), posicionando o município no percentil 14 — um sinal de vulnerabilidade futura que se soma aos desafios já identificados em cobertura e perdas de água. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), mas a combinação de baixa cobertura hídrica, altíssima perda de água e fragilidade projetada em segurança hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento como prioridade de gestão para Senador Guiomard.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.4%

2022

8
0.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

78.9%

2022

1
39.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.9%

2022

33
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.0%

2022

24
10.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.632.104 tCO₂e

2024

6
65.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.928 tCO₂e

2024

18
19.3% no período

Emissões de energia

SEEG

75.008 tCO₂e

2024

23
163.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.