Sena MadureiraAC
43.916 habitantes · IBGE 1200500
Resumo socioambiental
Sena Madureira apresenta um quadro de saneamento básico crítico e distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 38,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e mesmo da média estadual (48,0%), posicionando o município no percentil 10 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 37,9% em 2008 para 79,2% em 2022 — um aumento de 108,6% no período —, colocando Sena Madureira no percentil 99 nacional, ou seja, entre os piores índices do Brasil. Essa combinação sugere que, apesar de baixa cobertura, a rede existente opera com ineficiência extrema, provavelmente por infraestrutura deteriorada e falta de investimento em manutenção.
O cenário de esgotamento e resíduos reforça essa fragilidade. A coleta domiciliar de lixo recuou de 63,3% (2010) para 53,8% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos permanece estável e elevado, em 36,6%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da média do Acre (22,9%). Coerentemente, as emissões de resíduos cresceram 95,3% entre 2010 e 2024, alcançando 20.858 tCO₂e, valor que supera a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situa o município no percentil 84 do país — evidenciando que a deficiência na gestão de resíduos sólidos tem correlação direta com o aumento das emissões locais.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 3,7 milhões de tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Sena Madureira no percentil 98 do Brasil — embora represente forte queda frente ao pico de 14,9 milhões de tCO₂e em 2022, provavelmente associado a variações no desmatamento e uso da terra, componente dominante nessas emissões. As emissões de energia, por outro lado, caíram 26,4% no período, para 75.506 tCO₂e, indicando alguma eficiência nesse setor específico, ainda que os valores permaneçam superiores à mediana nacional.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da média estadual (2,773), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade estrutural futura. Os registros de cheias em 2016 (3 ocorrências, percentil 93) complementam esse diagnóstico de exposição a riscos hídricos. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura de água e esgoto, já que as perdas físicas na distribuição e a baixa cobertura de coleta de resíduos comprometem tanto a saúde pública quanto o desempenho ambiental do município frente aos parâmetros nacionais e estaduais.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.1%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
79.2%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.6%
2022
Emissões de GEE
SEEG
3.709.651 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.858 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
75.506 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
