TarauacáAC
46.517 habitantes · IBGE 1200609
Resumo socioambiental
Tarauacá/AC apresenta quadro socioambiental crítico, com destaque para o saneamento básico e para a trajetória recente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu apenas 34,1% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria média do Acre (48,0%), posicionando o município no percentil 8 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que chegou a 83,2% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima até do já elevado patamar estadual (65,6%), colocando Tarauacá no percentil 99, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A perda saltou de 39,0% em 2008 para o patamar atual, um aumento de 113,3% no período, evidenciando deterioração estrutural da infraestrutura hídrica que compromete a eficiência do sistema mesmo diante de baixa cobertura.
O cenário de esgotamento sanitário e resíduos também é preocupante: apenas 56,0% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (mediana nacional de 76,9%, percentil 21), enquanto 40,5% ainda destinavam resíduos de forma inadequada — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima do Acre (22,9%), com percentil 86. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que dobraram entre 2010 e 2024 (de 10.784 para 21.894 tCO₂e, +103,0%), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 85 — um sinal de que o avanço modesto na coleta não foi suficiente para conter o crescimento das emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos.
O indicador mais alarmante, no entanto, é o total de emissões de GEE, que passou de 1,37 milhão de tCO₂e em 2010 para 6,54 milhões de tCO₂e em 2024, alta de 376,9%, com pico de quase 14,8 milhões em 2022. Esse volume é extraordinariamente superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Tarauacá no percentil 99 do país — provavelmente reflexo de mudança no uso da terra e desmatamento, dado o porte do salto entre 2018 e 2019. Em contraste, as emissões de energia caíram 33,7% no período recente (de 66.007 para 43.756 tCO₂e), embora a potência térmica fóssil instalada tenha mais que dobrado desde 2023 (de 8 MW para 18 MW), indicando ainda dependência de fontes fósseis para geração local.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e também inferior à média estadual (2,773), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade futura que se soma aos registros de cheia já observados (3 ocorrências em 2016, acima da mediana nacional de zero). O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, já que as perdas elevadas e a baixa cobertura convivem com pressões crescentes de emissões e riscos hidrológicos, exigindo ação coordenada entre gestão de recursos hídricos, res
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
18 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
34.1%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
83.2%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
6.537.313 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.894 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.756 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
