XapuriAC

19.090 habitantes · IBGE 1200708

IA

Resumo socioambiental

Xapuri/AC apresenta quadro socioambiental preocupante, com deterioração acentuada no saneamento e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 60,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) mas superior à média do Acre (48,0%), posicionando o município no percentil 30. Contudo, esse avanço é ofuscado pela perda de água na distribuição, que saltou para 79,2% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima até da média estadual (65,6%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. O salto abrupto entre 2020 (48,3%) e 2021-2022 (73,4% e 79,2%) sugere problema estrutural ou de gestão que merece investigação prioritária, já que compromete a eficiência de qualquer investimento em ampliação de cobertura.

O quadro de esgotamento sanitário também regrediu: os domicílios com coleta caíram de 64,2% (2010) para 50,1% (2022), enquanto o destino inadequado de dejetos subiu de 35,8% para 41,1% no mesmo período — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima da média do Acre (22,9%), no percentil 86. Essa piora simultânea em água e esgoto indica retrocesso na infraestrutura básica, com risco direto à saúde pública, e ajuda a explicar o crescimento persistente das emissões do setor de resíduos, que passaram de 4.320 para 8.358 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+93,5%), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município são expressivas: 2.902.478 tCO₂e em 2024, situando Xapuri no percentil 97 nacional, refletindo o peso da atividade de uso da terra típica da Amazônia acreana. A série histórica mostra grande volatilidade, com pico de 12,6 milhões de tCO₂e em 2022 seguido de forte queda em 2023-2024, padrão compatível com oscilações no desmatamento. As emissões de energia também cresceram fortemente (+229,4% desde 2010, chegando a 25.839 tCO₂e em 2024), embora ainda próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Por fim, os registros de eventos hidrológicos (3 cheias e 2 secas em 2016) posicionam o município acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,773). O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade urgente de investimentos em redução de perdas de água, ampliação e manutenção do esgotamento sanitário, e monitoramento contínuo das emissões associadas ao uso da terra, dado o risco combinado de vulnerabilidade sanitária e climática.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.2%

2022

30
52.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

79.2%

2022

1
64.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.1%

2022

15
21.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.1%

2022

14
14.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.902.478 tCO₂e

2024

3
31.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.358 tCO₂e

2024

38
93.5% no período

Emissões de energia

SEEG

25.839 tCO₂e

2024

44
229.4% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.