Porto AcreAC
17.455 habitantes · IBGE 1200807
Resumo socioambiental
Porto Acre apresenta quadro de saneamento crítico e distante do padrão nacional. A cobertura de água atinge apenas 24,3% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e mesmo da média estadual (48,0%), posicionando o município no percentil 4 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares residuais em 2008 para 70,8% em 2022 — nível superior à mediana nacional (29,9%) e mesmo à média do Acre (65,6%), colocando o município no percentil 97, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere rede de abastecimento antiga, mal gerida ou com investimentos insuficientes, resultando em ineficiência dupla: pouca água chega às residências e parte relevante do que é captado se perde no caminho.
O quadro de esgotamento sanitário e resíduos sólidos reforça a vulnerabilidade socioambiental. A coleta de domicílios caiu de 51,1% (2010) para 42,5% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 48,9% para 45,0% no mesmo período, permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (22,9%), situando o município no percentil 90. Essa proporção elevada de destinação inadequada tem relação direta com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 90,2% entre 2010 e 2024 (de 4.869 para 9.263 tCO₂e), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 65 desse componente de GEE.
Em termos de emissões totais, Porto Acre registrou 2.157.496 tCO₂e em 2024, com queda de 32,1% frente a 2010, mas ainda muito acima da mediana brasileira (138.513 tCO₂e), no percentil 95 nacional — refletindo o peso do uso da terra e mudanças de cobertura vegetal típicas da Amazônia, com pico expressivo entre 2019 e 2022 (superando 5 milhões de tCO₂e em 2022). As emissões de energia também cresceram 5,7% no período, atingindo 25.993 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
No componente hídrico-climático, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 1 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero), com percentis 93 e 59, respectivamente, indicando exposição a eventos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,773) — sugerindo que, apesar dos desafios locais, o Acre como um todo enfrenta restrições estruturais nesse quesito. Em conjunto, os indicadores apontam para a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento, redução de perdas hídricas e fortalecimento da gestão de resíduos, dado que as fragilidades nesses setores se retroalimentam e ampliam tanto os riscos à saúde pública quanto a pegada de emissões do município.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
24.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
42.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
45.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
2.157.496 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.263 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.993 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
