AlvarãesAM
16.670 habitantes · IBGE 1300029
Resumo socioambiental
Alvarães/AM apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 13,7% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 82,0% — o município ocupa o percentil 1, ou seja, está entre os piores do país nesse quesito, com trajetória de queda acentuada desde 2008 (-65,4%). Paralelamente, a perda de água chegou a 70,0% em 2022, quase 2,5 vezes a mediana nacional (29,9%) e bem acima da UF (48,1%), colocando o município no percentil 97 (pior extremo). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica falhas estruturais graves na rede de distribuição, que comprometem o acesso da população mesmo onde há infraestrutura instalada.
No esgotamento sanitário, há um aparente avanço na coleta, que saltou de 2,5% (2012) para 100,0% em 2020, superando a mediana nacional (87,8%) e destoando positivamente da UF (25,3%). Entretanto, esse dado contrasta com o indicador de domicílios com coleta do Censo IBGE, que mostra apenas 25,0% em 2022 (percentil 2, entre os piores do país), sugerindo inconsistência entre as bases ou cobertura concentrada em áreas específicas não representativa do total de domicílios. Mais grave ainda: o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2012, ou seja, todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento — practice que, somada aos 41,4% de domicílios com destino inadequado de resíduos (percentil 87, muito acima da mediana nacional de 14,9%), reforça o risco sanitário e ambiental para a população e os corpos hídricos locais.
Do ponto de vista climático, as emissões de GEE do município voltaram a ser positivas em 2024 (187.097 tCO₂e), revertendo a longa série histórica de valores negativos (sumidouro de carbono) observada entre 2010 e 2022, o que sinaliza perda de capacidade de absorção florestal — tendência preocupante para um município amazônico. As emissões de resíduos cresceram 35,8% desde 2010, atingindo 8.929 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 64), coerente com a ausência de tratamento de esgoto e destino inadequado de resíduos sólidos. Por outro lado, as emissões de energia caíram 25,5% no período, ficando abaixo da mediana nacional (percentil 32), e a potência térmica fóssil manteve-se estável em 4 MW, próxima à mediana nacional.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, com percentis 96 e 64 respectivamente, indicando exposição relevante a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,113), no percentil 14 — um alerta para a necessidade de investimentos estruturais em abastecimento e resiliência hídrica, dado o quadro atual de baixíssima cobertura e altíssimas perdas de água tratada.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
4 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
13.7%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
70.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
25.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.4%
2022
Emissões de GEE
SEEG
187.097 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.929 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.347 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
