AmaturáAM
11.411 habitantes · IBGE 1300060
Resumo socioambiental
Amaturá apresenta quadro de saneamento básico crítico, com indicadores substancialmente abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 52,4% em 2017 (estagnada desde 2011), muito inferior à mediana nacional de 76,5% (2022) e ao patamar do Amazonas (82,0%). Some-se a isso uma perda de água de 41,9% (2017), em trajetória de piora (+12,9% desde 2011), superando a mediana nacional de 29,9%, embora ainda abaixo do índice estadual (48,1%). Na coleta de resíduos sólidos, o município cobre apenas 47,1% dos domicílios (2022), com percentil 12 em relação ao país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito — enquanto 50,5% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, taxa mais de três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e a colocam no percentil 93 (entre os mais críticos). Apesar da melhora de 12,5 pontos desde 2010, o problema estrutural de destinação de resíduos permanece grave e ajuda a explicar o crescimento de 47,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 3.822 para 5.621 tCO₂e), aproximando-se da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No balanço de gases de efeito estufa, Amaturá figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões de -683.534 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal municipal — resultado consistente com o padrão amazônico, ainda que distante da magnitude do balanço estadual (-116,4 milhões de tCO₂e). As emissões do setor de energia caíram 87,2% desde 2010, chegando a 726 tCO₂e em 2024, valor muito abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que é coerente com a baixa potência térmica fóssil instalada (4 MW, estável desde 2021, próxima da mediana nacional de 5 MW).
Do ponto de vista de riscos hídricos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 1 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero), com percentil 93 para cheias — indicando vulnerabilidade relevante a eventos extremos, fator preocupante diante da baixa cobertura de saneamento. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0), mas em linha com o índice estadual (3,1), sugerindo desafio compartilhado por outros municípios amazonenses.
Em síntese, Amaturá combina infraestrutura sanitária deficitária — com baixa cobertura de água e coleta de resíduos, e alta perda de água e destinação inadequada — a uma condição climática favorável enquanto sumidouro de carbono, graças à floresta preservada. A ausência de investimentos consistentes em saneamento nas últimas duas décadas explica tanto a estagnação dos indicadores de água quanto o aumento das emissões de resíduos, evidenciando a urgência de políticas públicas voltadas à universalização do saneamento básico e ao fortalecimento da resiliência a eventos hidrológicos extremos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
4 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
52.4%
2017
Perda de água
SNIS/SINISA
41.9%
2017
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-683.534 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.621 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
726 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
