AnamãAM

10.318 habitantes · IBGE 1300086

IA

Resumo socioambiental

O saneamento básico de Anamã apresenta quadro crítico e em deterioração. A cobertura de água caiu para 40,9% em 2020, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), com queda acumulada de -37,3% desde 2009. Mais grave ainda é a perda de água na distribuição, que saltou de 30,9% (2012) para 66,5% em 2020 — variação de +90,1% —, valor mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior ao próprio Amazonas (48,1%). O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2012, sem atualização desde então), enquanto a coleta, apesar de relativamente alta (93,2% em 2012), não tem destino adequado, já que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — um gargalo estrutural que compromete os corpos hídricos locais.

No que se refere a resíduos sólidos, houve avanço relativo: os domicílios com coleta subiram de 41,9% (2010) para 60,4% (2022), e o destino inadequado caiu de 58,1% para 38,6% no mesmo período. Ainda assim, o percentual de destino inadequado permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), posicionando o município no percentil 84 — entre os piores do país nesse quesito. Essa persistência de disposição inadequada de resíduos é coerente com as emissões de resíduos do SEEG, que cresceram 32,3% entre 2010 e 2024, atingindo 5.557 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (5.787 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município são voláteis e elevadas: de 63 mil tCO₂e em 2010 para 229.281 tCO₂e em 2024, com pico de 605 mil tCO₂e em 2023, refletindo provavelmente dinâmicas de uso da terra e desmatamento, típicas da região amazônica. O percentil 64 nacional confirma posição acima da mediana (138.513 tCO₂e). Em contrapartida, as emissões de energia caíram 37,2% no período, para 2.671 tCO₂e, com percentil 10 — indicando matriz energética municipal pouco intensiva em carbono, compatível com a pequena potência térmica fóssil instalada (5 MW, estável desde 2013, no percentil 50 nacional).

Do ponto de vista hidroclimático, o município registrou eventos de cheia (6 registros em 2016, percentil 99) e seca (2 registros, percentil 64), evidenciando vulnerabilidade a extremos hídricos, agravada pelo índice de segurança hídrica projetado de 3,000 para 2035, inferior à mediana nacional (4,000) e ligeiramente abaixo da média estadual (3,113). Em conjunto, os indicadores apontam para um município com infraestrutura sanitária frágil e regressiva, especialmente em água e esgoto, que exige investimento prioritário em redução de perdas, tratamento de efluentes e destinação adequada de resíduos, de modo a mitigar riscos sanitários e ambientais já evidenciados pela alta exposição a eventos extremos.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

5 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.9%

2020

37.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

93.2%

2012

2.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

66.5%

2020

90.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.4%

2022

26
44.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.6%

2022

16
33.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

229.281 tCO₂e

2024

36
262.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.557 tCO₂e

2024

51
32.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.671 tCO₂e

2024

90
37.2% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.