AnoriAM

17.932 habitantes · IBGE 1300102

IA

Resumo socioambiental

Anori/AM apresenta um quadro de saneamento básico abaixo dos parâmetros nacionais em praticamente todos os indicadores. A cobertura de água atingiu 59,5% em 2022, aquém da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 29 do país — apesar de um avanço expressivo desde 2008 (48,7%), houve retração frente ao pico de 66,2% em 2020. A coleta de esgoto está estagnada em 45,6% desde 2020, e mais grave: o tratamento de esgoto é 0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7%, indicando que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento. Esse cenário se reflete no indicador de destino inadequado de domicílios, em 31,7% (2022), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média do Amazonas (19,2%), embora tenha havido melhora relevante frente aos 48,4% de 2010.

Um ponto positivo é a redução da perda de água na distribuição, que caiu de 76,0% (2020) para 40,0% (2022) — ainda acima da mediana nacional (29,9%), mas já abaixo da média estadual (48,1%), sinalizando algum investimento em infraestrutura de rede. Essa melhora, contudo, não se traduziu em avanço equivalente no tratamento de esgoto, o que sugere prioridade histórica dada à distribuição de água em detrimento do saneamento de efluentes — lacuna que compromete a qualidade dos corpos hídricos locais e pode elevar riscos sanitários.

No campo climático, o município é fortemente negativo em emissões totais de GEE (-1.095.485 tCO₂e em 2024), refletindo o papel de sumidouro de carbono típico de áreas florestais amazônicas, com percentil 1 nacional — ou seja, entre os municípios que mais capturam carbono no país. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 41,0% entre 2010 e 2024, atingindo 9.477 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 66), o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e a alta proporção de destinação inadequada de dejetos e resíduos domiciliares. Já as emissões de energia recuaram 40,9% na série, para 10.409 tCO₂e, abaixo da mediana nacional, coerente com a modesta capacidade termelétrica fóssil instalada (8 MW, percentil 57).

Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, valores acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), embora bem inferiores ao total estadual. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média do Amazonas (3,113), no percentil 50 — sugerindo que, sem investimentos em infraestrutura de água e esgoto, o município tende a manter vulnerabilidades hídricas e sanitárias combinadas nas próximas décadas.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

8 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.5%

2022

29
22.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

45.6%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

40.0%

2022

28
30.7% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.8%

2022

32
25.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.7%

2022

24
34.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

-1.095.485 tCO₂e

2024

99
1.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.477 tCO₂e

2024

34
41.0% no período

Emissões de energia

SEEG

10.409 tCO₂e

2024

64
40.9% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.