ApuíAM

21.735 habitantes · IBGE 1300144

IA

Resumo socioambiental

Apuí/AM apresenta quadro socioambiental crítico, com destaque para o saneamento básico e a trajetória recente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atinge apenas 13,1% (2011), muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), enquanto a perda de água chega a 31,5%, superior à mediana do país (29,9%), embora inferior à do Amazonas (48,1%). No mesmo sentido, a coleta de resíduos domiciliares regrediu de 53,6% (2010) para 47,3% (2022), variação de -11,6%, deixando o município no percentil 13 nacional — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 46,9% dos domicílios (2022), mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (19,2%), posicionando Apuí no percentil 91, entre os municípios com pior gestão de resíduos do país.

O indicador mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que saltou de valores negativos (sumidouro de carbono) até 2014 para 9,88 milhões de tCO₂e em 2024, com pico de 65,1 milhões de tCO₂e em 2022. A variação de +328% no último ano registrado, somada ao percentil 99 nacional, indica que o município se tornou um dos maiores emissores do Brasil, provavelmente associado a desmatamento e mudança de uso da terra. Chama atenção que essa escalada não decorre de resíduos ou energia isoladamente: as emissões de resíduos permanecem estáveis (~10 mil tCO₂e, variação de apenas +1,1%), enquanto as de energia mais que dobraram (+103,4%, para 65.753 tCO₂e em 2024), refletindo também o crescimento da potência térmica fóssil instalada, que saltou de 100 kW para 7 MW entre 2010 e 2024 (percentil 55 nacional).

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (1) e seca (2) em 2016, situando-se acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), embora abaixo dos totais absolutos do Amazonas. A projeção de segurança hídrica para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) e próxima ao valor estadual (3,113), sugerindo vulnerabilidade futura moderada, compatível com o baixo padrão atual de infraestrutura de saneamento.

Em síntese, Apuí combina baixíssima cobertura de água e coleta de resíduos, alto percentual de destinação inadequada e uma explosão recente nas emissões de GEE, quadro que demanda investimentos urgentes em saneamento e controle do desmatamento, especialmente considerando que a deterioração da coleta de lixo (-11,6% em 12 anos) caminha na contramão da meta de redução de impactos ambientais.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

7 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

13.1%

2011

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.5%

2011

0.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.3%

2022

13
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.9%

2022

9
1.1% no período

Emissões de GEE

SEEG

9.877.668 tCO₂e

2024

1
328.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.098 tCO₂e

2024

32
1.1% no período

Emissões de energia

SEEG

65.753 tCO₂e

2024

25
103.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.