Atalaia do NorteAM

15.892 habitantes · IBGE 1300201

IA

Resumo socioambiental

Atalaia do Norte apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 24,2% em 2022, retrocesso de -26,7% frente aos anos anteriores e bem distante da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 4 do país. Mais grave ainda é a perda de água, que saltou para 70,0% em 2022 — um aumento de +323,5% desde 2012 —, valor extremamente superior à mediana nacional (29,9%) e à do Amazonas (48,1%), colocando o município no percentil 97, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito.

O saneamento de esgoto também é precário: apenas 42,3% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto 53,6% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa muito acima da mediana do país (14,9%) e da UF (19,2%), situando o município no percentil 95. Essa deficiência sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram +120,8% entre 2010 e 2024, atingindo 12.487 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 74 —, evidenciando a relação entre baixa cobertura de esgotamento/coleta e maior geração de gases de efeito estufa por decomposição de resíduos.

Em contrapartida, o balanço de emissões totais do município é fortemente negativo (-22,47 milhões de tCO₂e em 2024), refletindo o papel de sumidouro de carbono da floresta amazônica local, com estabilidade ao longo da série histórica (variação de apenas +0,6%). As emissões de energia são pequenas (4.920 tCO₂e, percentil 21) e a potência térmica fóssil instalada é mínima (1 MW), indicando baixa pressão energética sobre o clima local.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 93 e 64, respectivamente, sinalizando vulnerabilidade a extremos hídricos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), reforçando a necessidade de investimentos estruturais em abastecimento e resiliência hídrica para reverter o quadro de deterioração observado na série histórica.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

1 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.2%

2022

4
26.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.0%

2022

3
323.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.3%

2022

9
58.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.6%

2022

5
27.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

-22.472.755 tCO₂e

2024

100
0.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.487 tCO₂e

2024

26
120.8% no período

Emissões de energia

SEEG

4.920 tCO₂e

2024

79
1.5% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.