AutazesAM
45.328 habitantes · IBGE 1300300
Resumo socioambiental
Autazes/AM apresenta quadro crítico de saneamento básico, com apenas 16,2% dos domicílios cobertos por água tratada em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 2 do país. Chama atenção a queda expressiva em relação a 2021 (26,5%), configurando retrocesso de -26,9% na série recente. Já a perda de água, embora historicamente altíssima (chegou a 85,6% em 2012), recuou para 41,7% em 2022; ainda assim, esse valor supera a mediana nacional (29,9%) e a estadual (48,1%), indicando desperdício significativo mesmo com a melhoria observada.
O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do dossiê: 50,3% dos domicílios têm destino inadequado de lixo em 2022, quinta vez mais que a mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (19,2%), colocando Autazes no percentil 93 — entre os piores do país. A coleta domiciliar atinge apenas 47,5%, praticamente estagnada desde 2010 (46,8%), reforçando o descompasso entre geração e destinação adequada de resíduos. Essa fragilidade se reflete também nas emissões: o setor de resíduos emitiu 23.227 tCO₂e em 2024, com alta de +47,6% desde 2010, valor quatro vezes superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No balanço geral de gases de efeito estufa, o município emitiu 3.012.874 tCO₂e em 2024, colocando-o no percentil 97 nacional — entre os maiores emissores do Brasil, embora represente queda de -35,2% frente ao pico da série. As emissões de energia cresceram de forma acentuada (+189,5% desde 2010, atingindo 140.659 tCO₂e em 2024), acompanhando o aumento da potência térmica fóssil instalada (18 MW, +53,8%), enquanto a capacidade solar permanece estagnada em 10 kW desde 2011, no percentil 3 nacional — evidenciando ausência de investimento em transição energética limpa apesar da expansão da matriz fóssil local.
O componente hídrico completa o cenário de vulnerabilidade: o índice de segurança hídrica projetado é de 2.000, abaixo da mediana nacional (4.000) e da estadual (3.113), no percentil 14. Os registros de eventos extremos em 2016 — 4 ocorrências de cheia e 2 de seca — situam o município entre os percentis 96 e 64 nacionais, respectivamente, indicando exposição elevada a extremos climáticos que se soma à fragilidade estrutural do saneamento e à trajetória crescente de emissões, demandando ação integrada e prioritária dos gestores locais.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
18 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
16.2%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
41.7%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.3%
2022
Emissões de GEE
SEEG
3.012.874 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
23.227 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
140.659 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
10 kW
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
