BarcelosAM
18.626 habitantes · IBGE 1300409
Resumo socioambiental
Barcelos/AM apresenta, em 2022, cobertura de água de 97,7%, patamar muito superior à mediana nacional de 76,5% e à média do Amazonas (82,0%), posicionando o município no percentil 83. Trata-se de um salto expressivo frente à série histórica, que oscilava perto de 38% até 2016 e atingiu 100% em 2021. Entretanto, essa expansão veio acompanhada de forte deterioração da perda de água na distribuição, que saltou de 7,8% (2016) para 35,2% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo do índice estadual (48,1%). Isso sugere que a rápida universalização do acesso não foi acompanhada de investimento proporcional em manutenção e controle de perdas na rede.
No saneamento de esgoto, o quadro é mais preocupante: apenas 56,9% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (73,0%), colocando o município no percentil 22. O destino inadequado de dejetos atinge 36,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da UF (19,2%), apesar de representar melhora em relação a 2010 (49,8%). Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que somaram 11.148 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — evidenciando que o déficit de tratamento de efluentes e resíduos sólidos segue pressionando o balanço de emissões do município.
Do ponto de vista climático, Barcelos figura como um sumidouro líquido de carbono, com -20,06 milhões de tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica preservada — posição oposta à da maioria dos municípios brasileiros (mediana nacional positiva de 138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de energia cresceram +113,3% desde 2010, chegando a 53.891 tCO₂e em 2024, impulsionadas pela expansão da geração térmica fóssil, que saltou de 56 kW para 11 MW entre 2022 e 2023 — um crescimento de quase 19.000%. Essa dependência de fontes fósseis contrasta com a estagnação total da capacidade solar, travada em 16 kW desde 2011, muito abaixo da mediana nacional (960 kW), indicando ausência de diversificação da matriz energética local apesar do potencial amazônico para fontes renováveis.
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo da média estadual (3,113), sinalizando vulnerabilidade futura. Os registros de eventos extremos de 2016 — 1 cheia e 2 secas — situam o município acima da mediana nacional (zero), reforçando a exposição a variabilidade hidrológica típica da região amazônica. Em conjunto, os indicadores apontam para um município que avançou no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário, perdas hídricas e transição energética, exigindo investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento e fontes limpas para sustentar seu papel ambiental estratégico.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
11 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.7%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
35.2%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-20.064.885 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.148 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
53.891 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
16 kW
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
