BarreirinhaAM

33.436 habitantes · IBGE 1300508

IA

Resumo socioambiental

Barreirinha/AM apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: apenas 33,5% dos domicílios têm coleta (2022), muito abaixo da mediana nacional de 76,9% e do próprio Amazonas (73,0%), colocando o município no percentil 5 do país. Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 64,7% dos domicílios (2022), patamar extremamente elevado frente à mediana nacional de 14,9% e à UF (19,2%), posicionando Barreirinha no percentil 98 — entre os piores do Brasil nesse indicador. Essa deficiência estrutural se reflete também nas emissões de resíduos, que somaram 15.847 tCO₂e em 2024, com alta de 40,5% desde 2010, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 80.

No abastecimento de água, houve retrocesso relevante: a cobertura caiu para 64,4% em 2022, queda de 22,3% em relação a anos anteriores em que o município chegou a registrar 100% (2020-2021), ficando agora abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (82,0%), no percentil 35. Por outro lado, as perdas de água mostram desempenho comparativamente positivo, com 10,0% em 2022, bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (48,1%), o que indica eficiência operacional na distribuição, mesmo com a cobertura em declínio.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 429.635 tCO₂e em 2024, com queda de 27,2% frente a 2010, mas a série é marcada por forte oscilação, incluindo picos como o de 2013 (1,8 milhão tCO₂e) e valores negativos em anos de maior remoção florestal. As emissões de energia cresceram 155,3% no período, atingindo 56.201 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a potência térmica fóssil instalada permanece estável em 9 MW desde 2020, acima da mediana nacional (5 MW).

Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), embora a UF concentre volumes muito superiores. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (3,113), sugerindo vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em saneamento e infraestrutura hídrica, dado o círculo vicioso entre baixa cobertura de esgoto, destino inadequado de resíduos e pressão sobre recursos hídricos e emissões.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

9 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.4%

2022

35
22.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.0%

2022

93
32.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

5
11.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

64.7%

2022

2
7.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

429.635 tCO₂e

2024

23
27.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.847 tCO₂e

2024

20
40.5% no período

Emissões de energia

SEEG

56.201 tCO₂e

2024

28
155.3% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.