Benjamin ConstantAM

40.509 habitantes · IBGE 1300607

IA

Resumo socioambiental

Benjamin Constant apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 35,0% em 2022, retração de -46,3% frente à série histórica e bem distante da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 9 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Paralelamente, a perda de água chegou a 70,0% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (48,1%), colocando o município no percentil 97 (quanto maior, pior). A combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência estrutural grave na gestão hídrica, comprometendo o abastecimento à população.

O quadro de esgotamento e resíduos segue padrão semelhante. A coleta domiciliar de lixo cobre apenas 50,1% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 38,9% dos domicílios, mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e do Amazonas (19,2%), no percentil 84. Essa deficiência se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 22.335 tCO₂e em 2024, com alta de 45,4% desde 2010 e no percentil 85 nacional — evidenciando que a fragilidade do manejo de resíduos sólidos tem impacto mensurável nas emissões municipais.

Em contrapartida, o balanço de emissões totais de GEE do município é fortemente negativo (-2.333.536 tCO₂e em 2024), refletindo o papel de sumidouro de carbono típico da região amazônica, embora com variação de apenas +0,4% no período, sinalizando estabilidade da cobertura florestal. As emissões de energia caíram 68,4% desde 2010, chegando a 7.444 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional, mas a potência térmica fóssil instalada cresceu para 12 MW (2024), no percentil 65, indicando ainda dependência de geração poluente localizada.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos revelam vulnerabilidade climática relevante: 5 registros de cheia e 2 de seca em 2016, ambos elevados frente à mediana nacional (0), refletindo alta exposição a extremos hídricos típicos da bacia amazônica. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo da média estadual (3,113), sugerindo que, sem investimentos estruturantes em saneamento e infraestrutura hídrica, o município tende a manter-se em situação de vulnerabilidade socioambiental combinada — baixa cobertura de serviços básicos, alto desperdício de água e exposição a eventos climáticos extremos.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

12 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.0%

2022

9
46.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.0%

2022

3
10.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.1%

2022

15
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.9%

2022

16
16.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

-2.333.536 tCO₂e

2024

99
0.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

22.335 tCO₂e

2024

15
45.4% no período

Emissões de energia

SEEG

7.444 tCO₂e

2024

71
68.4% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.