BeruriAM

22.136 habitantes · IBGE 1300631

IA

Resumo socioambiental

Beruri/AM apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 53,1% (2022), ante mediana nacional de 76,5% e média estadual de 82,0%, posicionando o município no percentil 23. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais crítica: a coleta de esgoto estagnou em 0,4% desde 2012 (mediana nacional 87,8% em 2021) e não há registro de tratamento (0,0%). Do lado da coleta de resíduos domiciliares, o quadro se deteriorou fortemente — caiu de 39,6% em 2010 para 11,3% em 2022 (percentil 1 nacional), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora em leve queda, ainda atinge 56,0% dos domicílios, quatro vezes a mediana do país e acima da média do Amazonas (19,2%). Esse gargalo em resíduos sólidos é coerente com a trajetória ascendente das emissões de resíduos no SEEG, que passaram de 6.544 para 8.860 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+35,4%), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Na dimensão climática, Beruri mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -1.226.044 tCO₂e em 2024, refletindo o estoque florestal do município — ainda assim, a magnitude do sumidouro vem se reduzindo desde 2010 (-1.764.442 tCO₂e), indicando perda de capacidade de captura ao longo da década, com queda mais acentuada entre 2019 e 2021. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que saltaram de cerca de 6 mil tCO₂e em 2022 para 41.476 tCO₂e em 2024 (+226,7% na série), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que sugere maior dependência de geração térmica fóssil — compatível com a potência térmica instalada de 12 MW, acima da mediana do país (5 MW). Em contrapartida, a energia solar é inexistente em termos práticos, estagnada em 10 kW desde 2011, muito aquém da mediana nacional de 960 kW.

Quanto a perdas na distribuição de água, houve melhora expressiva: de 37,8% em 2012 para 20,8% em 2022 (-44,8%), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (48,1%), embora com oscilação recente (alta desde o mínimo de 10,0% em 2021). Essa evolução positiva contrasta, porém, com a estagnação em ampliação de cobertura, sugerindo que os ganhos operacionais não se traduziram em maior acesso da população ao serviço.

Do ponto de vista de eventos hídricos extremos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, acima da mediana nacional (zero em ambos), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000, abaixo da mediana nacional (4.000) e ligeiramente inferior à média estadual (3.113), reforçando a vulnerabilidade climática do território. Em síntese, Beruri combina fragilidade grave em saneamento e resíduos sólidos, retrocesso na cobertura domicili

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

12 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

53.1%

2022

23
5.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.4%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

20.8%

2022

74
44.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

11.3%

2022

1
71.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

56.0%

2022

4
7.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

-1.226.044 tCO₂e

2024

99
30.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.860 tCO₂e

2024

36
35.4% no período

Emissões de energia

SEEG

41.476 tCO₂e

2024

34
226.7% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

10 kW

2024

3
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.