Boa Vista do RamosAM

25.769 habitantes · IBGE 1300680

IA

Resumo socioambiental

Boa Vista do Ramos apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 50,9% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 82,0% (percentil 21), indicando que metade dos domicílios ainda não é atendida. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 66,5% em 2020 para 85,0% em 2022 — colocando o município no percentil 100 nacional, ou seja, entre as piores taxas de perda do país, e evidenciando ineficiência severa na gestão da rede, com desperdício quase total do que é captado.

O esgotamento sanitário segue padrão semelhante de vulnerabilidade: apenas 49,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), resultando em percentil 15. Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos atinge 49,3% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a maior proporção entre os comparáveis estaduais (percentil 92), embora tenha havido melhora de 8,3% desde 2010. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto e destinação inadequada tende a pressionar as emissões de resíduos, que cresceram 39,0% entre 2010 e 2024, chegando a 10.325 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 69), sugerindo relação direta entre a fragilidade do saneamento e o aumento das emissões desse setor.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram 68,9% desde 2010, fechando 2024 em 99.193 tCO₂e, próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 40), mas a série é extremamente volátil, com picos de mais de 2 milhões de tCO₂e em 2013, provavelmente associados a mudanças no uso da terra. Já as emissões de energia dispararam 262,5% no período, atingindo 37.939 tCO₂e em 2024 (percentil 64), acompanhando o aumento recente após anos de baixa. A matriz elétrica local ainda depende de geração térmica fóssil estável em 6 MW desde 2019, acima da mediana nacional (5 MW).

Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (4 registros em 2016, percentil 96) e seca (2 registros, percentil 64), reforçando vulnerabilidade a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente abaixo da média estadual (3,113), sinalizando que, sem investimentos estruturais em saneamento e redução de perdas, o município tende a manter fragilidades hídricas e ambientais nas próximas décadas.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

6 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.9%

2022

21
1.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

85.0%

2022

0
27.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.6%

2022

15
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

49.3%

2022

8
8.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

99.193 tCO₂e

2024

60
68.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.325 tCO₂e

2024

31
39.0% no período

Emissões de energia

SEEG

37.939 tCO₂e

2024

36
262.5% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.