CaapirangaAM

14.310 habitantes · IBGE 1300839

IA

Resumo socioambiental

Caapiranga apresenta um quadro de saneamento básico significativamente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 59,4% dos domicílios em 2022, sem variação no período, posicionando o município no percentil 29 nacional — abaixo tanto da mediana do Brasil (76,5%) quanto da média estadual (82,0%). O cenário de esgotamento sanitário é mais crítico: 0,0% de tratamento de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 20,3%, colocando o município no percentil 25. Chama atenção o dado de perda de água também zerado, o que, dada a completa ausência de tratamento de esgoto, sugere possível subnotificação ou inconsistência operacional nos registros do SNIS, e não necessariamente eficiência do sistema.

A gestão de resíduos sólidos é outro ponto crítico. Apenas 52,2% dos domicílios possuem coleta de lixo em 2022 (percentil 17 nacional), embora tenha havido evolução expressiva desde 2010 (41,7%), um avanço de +25,1%. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu de 58,3% para 39,8% no mesmo período (variação de -31,7%), indicando melhoria real, mas o indicador ainda é muito superior à mediana nacional (14,9%) e à estadual (19,2%), situando o município no percentil 85 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência na destinação de resíduos se reflete diretamente nas emissões de resíduos por decomposição, que cresceram +52,6% desde 2010, atingindo 7.617 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, Caapiranga registrou 191.132 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de -89,7% frente a 2010, refletindo majoritariamente a volatilidade do uso da terra e florestas, componente dominante na série histórica (picos em 2010, 2015 e 2016, e novo pico em 2023 com 886.211 tCO₂e). O setor de energia é marginal e decrescente (-3,1%, 4.285 tCO₂e em 2024, percentil 18), enquanto a potência térmica fóssil instalada cresceu +162,6% desde 2010, chegando a 6 MW em 2024, acima da mediana nacional (5 MW).

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (3,113), no percentil 50. Os registros históricos de eventos extremos em 2016 mostram exposição real do município: 6 registros de cheia (percentil 99 nacional) e 2 de seca (percentil 64), reforçando a vulnerabilidade climática associada à insuficiência estrutural de saneamento e à variabilidade das emissões por uso da terra.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

6 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.4%

2022

29
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2022

99

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.2%

2022

17
25.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.8%

2022

15
31.7% no período

Emissões de GEE

SEEG

191.132 tCO₂e

2024

41
89.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.617 tCO₂e

2024

41
52.6% no período

Emissões de energia

SEEG

4.285 tCO₂e

2024

82
3.1% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.