CanutamaAM
17.885 habitantes · IBGE 1300904
Resumo socioambiental
Canutama apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com fragilidades que se acentuam quando comparadas ao restante do país. A cobertura de água chegou a 80,0% em 2022, patamar acima da mediana nacional (76,5%) e próximo da média estadual (82,0%, percentil 55), mas essa infraestrutura convive com perda de água elevadíssima de 58,8%, muito superior à mediana nacional (29,9%) e também acima da UF (48,1%), posicionando o município no percentil 92 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, com salto abrupto em relação aos 13,3% registrados em 2021. Já a coleta de resíduos domiciliares é o ponto mais grave: apenas 19,9% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de 43,5% desde 2010, situando o município no percentil 1 nacional. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 51,3% dos domicílios, mais que o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), colocando Canutama no percentil 93 — entre os piores do país.
Essa precariedade na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos emitiu 7.947 tCO₂e em 2024, com alta constante de 78,3% desde 2010, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 61. As emissões totais de GEE, historicamente negativas (indicando remoção líquida de carbono pela floresta), tornaram-se extremamente voláteis a partir de 2019, com pico de 19,3 milhões de tCO₂e em 2022 — provavelmente associado a desmatamento e queimadas —, revertendo para -864 mil tCO₂e em 2024. Ainda assim, o balanço permanece amplamente negativo, refletindo o papel do município como sumidouro de carbono no contexto amazônico, embora com risco de reversão caso o padrão de picos se repita. As emissões de energia também dispararam, atingindo 23.221 tCO₂e em 2024 (alta de 229,1% desde 2010), acompanhando o crescimento da potência térmica fóssil instalada, que chegou a 7 MW — acima da mediana nacional (5 MW).
No aspecto hídrico, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (zero), com percentis 98 e 68 respectivamente, indicando vulnerabilidade a eventos climáticos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), sugerindo necessidade de investimentos preventivos. Em conjunto, os indicadores mostram que Canutama enfrenta desafios estruturais expressivos em saneamento — especialmente coleta e destinação de resíduos —, com efeitos diretos sobre emissões e exposição a eventos hidrológicos extremos, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura de resíduos sólidos e redução de perdas no sistema de abastecimento de água.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
7 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
58.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
19.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.3%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-864.370 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.947 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.221 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
