CarauariAM
30.892 habitantes · IBGE 1301001
Resumo socioambiental
Carauari apresenta quadro sanitário preocupante e abaixo dos padrões nacionais em praticamente todos os indicadores de saneamento básico. A cobertura de água caiu para 54,4% em 2022, recuo de -23,1% em relação a anos anteriores e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (82,0%), posicionando o município no percentil 24. Essa queda é agravada por perdas de água elevadas, de 48,9% em 2022, próximas ao patamar da UF (48,1%) mas muito superiores à mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência na distribuição que compromete o abastecimento mesmo diante de eventual captação suficiente. A coleta de esgoto, estagnada em 27,3% (2021), e principalmente o tratamento de esgoto, zerado desde ao menos 2017, evidenciam ausência de infraestrutura de saneamento básico — o município trata 0% do esgoto coletado, contra mediana nacional de 37,7%.
O quadro se reflete também na gestão de resíduos sólidos domiciliares: apenas 51,7% dos domicílios têm coleta (2022), com queda de -28,6% desde 2010, e 29,3% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), no percentil 73. Essa deficiência na gestão de resíduos tem correlação direta com o aumento das emissões de GEE por resíduos, que cresceram +28,7% desde 2010 e atingiram 16.112 tCO₂e em 2024, no percentil 80 nacional — ou seja, mesmo com população reduzida, o município emite proporcionalmente mais que a maioria dos municípios brasileiros nesse setor, refletindo a falta de tratamento adequado.
Em termos de balanço de carbono, Carauari mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -5.674.821 tCO₂e em 2024, atribuível à cobertura florestal amazônica preservada — situação oposta à média nacional (mediana positiva de 138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 0 (ou seja, entre os que mais sequestram carbono). As emissões de energia caíram -48% desde 2010, para 14.955 tCO₂e, abaixo da mediana nacional, embora a potência térmica fóssil instalada tenha saltado de 40 kW para 10 MW a partir de 2020, sinalizando maior dependência de geração termelétrica local, comum em municípios amazônicos isolados do sistema interligado.
Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente próximo à UF (3,113), no percentil 50. Os registros históricos de cheia (4) e seca (2) em 2016, embora pontuais, situam o município em percentis elevados (96 e 64, respectivamente) frente ao Brasil, reforçando a vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos que, combinada à fragilidade do saneamento e ao aumento das perdas de água, exige atenção prioritária de investimentos em infraestrutura de abastecimento, tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
10 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.4%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.3%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
48.9%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.3%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-5.674.821 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.112 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.955 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
