CareiroAM
32.442 habitantes · IBGE 1301100
Resumo socioambiental
Careiro/AM apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 86,2% em 2022 — salto de +111,2% desde 2011 (40,8%) — superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 65 do país. A perda de água também é baixa, em 8,8% (2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%), colocando o município entre os melhores desempenhos do país nesse quesito (percentil 6, onde valores baixos são positivos). Esse quadro contrasta fortemente com o saneamento de esgoto: apenas 46,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 47,5% dos domicílios — quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e do estado (19,2%), situando o município no percentil 91, entre os piores do Brasil nesse indicador.
Essa lacuna sanitária se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 18.063 tCO₂e em 2024, com alta de +28,6% desde 2010, e percentil 82 nacional — indicando que a deficiência na coleta de esgoto e destinação adequada de dejetos pressiona diretamente o perfil de emissões do setor. O balanço geral de GEE do município, embora tenha caído -73,0% desde 2010 (de 6,87 milhões para 1,85 milhão de tCO₂e em 2024), permanece elevado frente ao Brasil (mediana de 138.513 tCO₂e), com percentil 95, refletindo o peso histórico de mudança de uso da terra típico da região amazônica. As emissões de energia cresceram de forma acentuada, +225,2% no período, atingindo 177.444 tCO₂e em 2024, também muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), com percentil 88, associadas à matriz termelétrica fóssil local de 32 MW — estável desde 2020, mas acima da mediana nacional (5 MW) e no percentil 78.
No aspecto hídrico-climático, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3.000, abaixo da mediana nacional (4.000) mas próximo à média do Amazonas (3.113), sugerindo vulnerabilidade moderada e alinhada ao contexto estadual. Os registros de eventos extremos em 2016 (5 cheias e 2 secas) posicionam o município em percentis altos nacionalmente (98 e 64, respectivamente), reforçando a exposição a riscos climáticos que devem ser considerados no planejamento de infraestrutura. Em síntese, o progresso em abastecimento de água contrasta com déficits estruturais em esgotamento sanitário e uma matriz energética ainda dependente de fontes fósseis, sinalizando prioridades claras de investimento em saneamento e transição energética para reduzir emissões e riscos ambientais.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
32 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.2%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
8.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
47.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.852.569 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.063 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
177.444 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
