Careiro da VárzeaAM

19.809 habitantes · IBGE 1301159

IA

Resumo socioambiental

Careiro da Várzea apresenta um dos quadros de saneamento mais críticos do país. A cobertura de água chegou a apenas 2,8% em 2022, com queda de 54,4% em relação à série histórica, posicionando o município no percentil 0 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do patamar estadual de 82,0%. Paradoxalmente, mesmo com rede tão restrita, a perda de água atingiu 70,0% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%), colocando o município no percentil 97 (pior extremo). Esse quadro indica que a infraestrutura existente é não só insuficiente, mas também ineficiente, desperdiçando um recurso já escasso.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos reforça o cenário de vulnerabilidade. A coleta domiciliar de lixo alcançou apenas 19,6% em 2022 (percentil 1), enquanto 78,0% dos domicílios têm destino inadequado de esgoto — patamar muito acima da mediana nacional (14,9%) e do Amazonas (19,2%), situando o município no percentil 100, o piso da distribuição nacional. Essa carência sanitária se relaciona diretamente com o aumento de 43,6% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (para 12.673 tCO₂e em 2024), sugerindo manejo inadequado de resíduos sólidos como fonte crescente de gases de efeito estufa, ainda que em volume modesto frente ao total municipal.

Em emissões totais de GEE, o município registrou 1.742.079 tCO₂e em 2024, com queda de 16,1% frente a 2010, mas ainda no percentil 94 nacional — reflexo do peso da mudança de uso da terra típica da região amazônica, com oscilações expressivas na série (pico de 6,1 milhões de tCO₂e em 2016). As emissões de energia cresceram 187,5% no período, atingindo 43.314 tCO₂e em 2024, acompanhando o crescimento observado desde 2023, o que pode estar associado à geração térmica fóssil, hoje em 10 MW de potência instalada, estável desde 2020 e acima da mediana nacional (5 MW).

Do ponto de vista hídrico, o município já registrou eventos de cheia e seca (7 e 2 ocorrências, respectivamente, em 2016), com percentis elevados frente ao Brasil, e sua segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora próxima da referência estadual (3,113). Esse conjunto de indicadores aponta para a urgência de investimentos estruturantes em abastecimento de água, coleta de esgoto e gestão de resíduos, given que as fragilidades de infraestrutura básica se conectam diretamente aos riscos climáticos e às emissões municipais.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

10 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

2.8%

2022

0
54.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.0%

2022

3
8.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

19.6%

2022

1
57.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

78.0%

2022

0
10.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.742.079 tCO₂e

2024

6
16.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.673 tCO₂e

2024

26
43.6% no período

Emissões de energia

SEEG

43.314 tCO₂e

2024

33
187.5% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.