CoariAM
73.820 habitantes · IBGE 1301209
Resumo socioambiental
Coari apresenta quadro crítico de saneamento básico, com 15,9% de cobertura de água em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (82,0%), posicionando o município no percentil 2 do país. Apesar disso, houve avanço expressivo na cobertura ao longo da série (+32,6% desde 2020) e a perda de água caiu de 18,5% para 11,1% no mesmo período, ficando inclusive melhor que a mediana nacional (29,9%) e a do Amazonas (48,1%). Já a coleta de resíduos domiciliares regrediu: caiu de 60,3% em 2010 para 47,6% em 2022, um retrocesso de 21,1%, refletido no percentil 13 nacional. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha melhorado desde 2010 (de 39,7% para 24,5%), ainda supera a mediana do país (14,9%) e a da UF (19,2%), evidenciando fragilidade persistente na gestão de resíduos sólidos.
Essa fragilidade se conecta diretamente às emissões de gases de efeito estufa por resíduos, que cresceram 25,3% na última década, atingindo 48.281 tCO₂e em 2024 — valor muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 93. O balanço total de GEE do município permanece negativo (-868.559 tCO₂e em 2024), indicando que Coari ainda é um sumidouro líquido de carbono, papel típico de municípios amazônicos com cobertura florestal extensa, mas essa capacidade de absorção vem se reduzindo: a variação foi de +36,0% frente à série histórica, com oscilações fortes, incluindo um pico positivo (emissor líquido) em 2023. As emissões de energia caíram 72,6% desde 2010, para 45.696 tCO₂e, mas a potência térmica fóssil instalada permanece estável em 40 MW desde 2020, valor oito vezes superior à mediana nacional (5 MW), sugerindo dependência estrutural de geração termelétrica sem sinais de transição.
No aspecto hídrico-climático, o município registrou eventos de cheia (4 registros em 2016, percentil 96) e seca (2 registros, percentil 64) simultaneamente, revelando exposição a extremos hidrológicos típica da bacia amazônica. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo ao valor da UF (3,113), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, hoje claramente insuficientes diante da magnitude populacional e dos riscos ambientais do município.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
40 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
15.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
11.1%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-868.559 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
48.281 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
45.696 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
