EirunepéAM
35.534 habitantes · IBGE 1301407
Resumo socioambiental
Eirunepé apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento, com deterioração recente nos indicadores de água. A cobertura de abastecimento de água caiu para 31,4% em 2022, após atingir 62,3% em 2021 — queda de -48,9% no período mais longo e nível muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 7 do país. Simultaneamente, a perda de água na distribuição chegou a 70,0% em 2022, entre as piores do Brasil (percentil 97, mediana nacional de 29,9%), indicando ineficiência operacional grave que compromete a própria oferta do serviço — a queda abrupta na cobertura em 2022 provavelmente está associada a esse colapso na eficiência da rede.
No esgotamento sanitário, a coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 33,5% (2010) para 57,1% (2022), ainda abaixo da mediana nacional (76,9%). O destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 66,5% para 41,8% no mesmo período, permanece muito acima da mediana do país (14,9%) e do estado (19,2%), no percentil 87 — ou seja, quatro em cada dez domicílios ainda carecem de destinação adequada, com risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais.
Do ponto de vista climático, o município figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -2.952.276 tCO₂e em 2024 (predominância de remoções por vegetação), embora o balanço tenha se tornado menos negativo entre 2010 e 2024 (variação de -28,4%, indicando redução da capacidade de captação). Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram +84,2% desde 2010, atingindo 20.705 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 84) —, o que reforça a lógica de que a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto/resíduos tem custo ambiental crescente. As emissões de energia caíram para 14.557 tCO₂e (-51,6% desde 2010), mas a matriz elétrica manteve-se dependente de fontes fósseis, com potência térmica saltando de 544 kW para 9 MW entre 2020 e 2021 (variação de +1.552,9%), enquanto a capacidade solar segue estagnada em apenas 23 kW desde 2011, no percentil 5 nacional.
Por fim, o município registrou eventos de cheia (5 registros em 2016, percentil 98) e seca (1 registro, percentil 59), e seu índice de segurança hídrica é de 2,0 (2035), abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (3,1, percentil 14). Esse conjunto de indicadores sugere vulnerabilidade estrutural a eventos extremos combinada à fragilidade da infraestrutura de saneamento, exigindo investimentos prioritários em redução de perdas de água, expansão da coleta de esgoto e diversificação da matriz energética para fontes renováveis.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
9 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.4%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
41.8%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-2.952.276 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.705 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.557 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
23 kW
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
