EnviraAM
17.920 habitantes · IBGE 1301506
Resumo socioambiental
Envira/AM apresentou avanço expressivo no saneamento básico entre 2011 e 2022, com a cobertura de água saltando de 31,6% para 93,8%, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 76 do país. Esse salto, especialmente entre 2021 e 2022, veio acompanhado de aumento na perda de água, que subiu de 1,9% (2020) para 16,1% (2022) — ainda assim inferior à mediana nacional (29,9%) e ao índice estadual (48,1%), sugerindo que a expansão da rede trouxe algum custo operacional, mas sem comprometer a posição relativa favorável do município.
Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares merece atenção: apesar da melhora histórica no destino inadequado (de 37,2% em 2010 para 24,8% em 2022), o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (19,2%), colocando Envira no percentil 67 (pior que a maioria dos municípios brasileiros). A coleta de domicílios, em 75,0%, está próxima da mediana nacional (76,9%) e ligeiramente acima da UF (73,0%). Essa lacuna na destinação adequada de resíduos dialoga com a trajetória das emissões de resíduos do setor, que cresceram 30,2% desde 2010, atingindo 10.437 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
O quadro de emissões totais de GEE é o ponto mais crítico do dossiê: Envira registrou 1.471.708 tCO₂e em 2024, um crescimento de 125,5% desde 2010, com pico de quase 3 milhões de toneladas em 2022. Esse volume coloca o município no percentil 93 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), indicando forte pressão de uso do solo e mudanças na cobertura vegetal, típicas da dinâmica amazônica. Em contraste, as emissões de energia (14.988 tCO₂e) e a potência térmica fóssil instalada (4 MW, estável desde 2019) são discretas e próximas ou abaixo da mediana nacional, reforçando que o principal vetor de emissões do município não é energético, mas ligado a uso da terra.
Quanto a eventos climáticos e segurança hídrica, os registros de cheia (5) e seca (3) em 2016 superam largamente as medianas nacionais (0 em ambos os casos), situando o município nos percentis 98 e 68, respectivamente — evidência de vulnerabilidade a extremos hidrológicos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3.000) fica abaixo da mediana nacional (4.000), embora próximo ao valor estadual (3.113), reforçando a necessidade de políticas de adaptação e monitoramento contínuo, especialmente diante do avanço do saneamento que ainda não foi acompanhado por controle equivalente das emissões e da destinação de resíduos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
4 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.8%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
16.1%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.8%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.471.708 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.437 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.988 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
