Fonte BoaAM

27.875 habitantes · IBGE 1301605

IA

Resumo socioambiental

Fonte Boa/AM apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 45,9% em 2022, resultado de queda acentuada de -23,7% em relação a anos anteriores (chegou a 91,8% em 2015) e bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 82,0%, posicionando o município no percentil 16 do país. A coleta de domicílios também regrediu, de 49,9% em 2010 para 33,7% em 2022, distante da mediana nacional de 76,9%. Mais crítico é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que afeta 41,5% dos domicílios — quase três vezes a mediana nacional de 14,9% —, colocando o município no percentil 87 (entre os piores do país nesse quesito).

Chama atenção a informação de perda de água de 0,0% em 2022, um valor atípico frente à série histórica (que variava entre 6,7% e 50,0%) e à mediana nacional de 29,9%; esse dado provavelmente reflete descontinuidade ou limitação na medição, dado o colapso simultâneo da cobertura de água, e não necessariamente eficiência operacional real do sistema.

Do ponto de vista climático, Fonte Boa figura como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -2.468.083 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica no balanço de gases de efeito estufa — posição favorável mantida de forma consistente desde 2010. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 17,5% no período, atingindo 12.306 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e coerente com a precariedade da destinação de dejetos já identificada. Em contrapartida, as emissões de energia caíram 46,6%, para 10.070 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em recursos hídricos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis elevados (96 e 64, respectivamente), indicando vulnerabilidade a eventos extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo à média estadual (3,113). Esse cenário reforça a urgência de investimentos em saneamento e gestão de resíduos, especialmente considerando a fragilidade já evidenciada na cobertura de água e coleta, que tende a agravar riscos sanitários e ambientais caso não haja intervenção.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

6 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.9%

2022

16
23.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2022

99
100.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.7%

2022

5
32.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.5%

2022

13
17.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

-2.468.083 tCO₂e

2024

99
0.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.306 tCO₂e

2024

27
17.5% no período

Emissões de energia

SEEG

10.070 tCO₂e

2024

64
46.6% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.