GuajaráAM

14.332 habitantes · IBGE 1301654

IA

Resumo socioambiental

Guajará/AM apresenta quadro socioambiental de contrastes acentuados, com avanços expressivos no abastecimento de água e retrocessos graves no saneamento e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 92,0% em 2022, salto de +119,9% desde 2012 e patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (82,0%), colocando o município no percentil 73. A perda de água caiu para 2,1% (2022), redução de 90% frente a 2012, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do Amazonas (48,1%) — indicando gestão eficiente da rede, mesmo em contexto de infraestrutura sanitária deficitária.

Em contrapartida, o esgotamento sanitário permanece crítico: a coleta de esgoto está em apenas 8,6% (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%), e o tratamento é 0,0% desde 2012, sem qualquer evolução. O percentual de domicílios com coleta de resíduos é de 62,1% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 34,9% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima do Amazonas (19,2%), embora represente melhora de 36,8% desde 2010. Essa combinação de baixo tratamento de esgoto e alto descarte inadequado de resíduos ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que chegaram a 10.583 tCO₂e em 2024 (+87,3% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O dado mais alarmante é o total de emissões de GEE, que saltou de 1,2 milhão de tCO₂e em 2010 para 2.431.689 tCO₂e em 2024 (+100,6%), com pico de 4,18 milhões em 2022 — colocando o município no percentil 96 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse volume é dominado por fontes fora de energia e resíduos (ambas relativamente modestas, com energia em 10.514 tCO₂e no percentil 37), sugerindo forte contribuição de mudança de uso da terra, compatível com o contexto amazônico. A segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), enquanto os registros históricos de cheia (5) e seca (3) em 2016 refletem exposição a eventos hidroclimáticos extremos, ainda que abaixo dos totais estaduais (226 e 123, respectivamente).

Em síntese, Guajará avançou de forma notável na universalização e eficiência do abastecimento de água, mas mantém lacunas estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, que se conectam ao aumento das emissões setoriais. O crescimento acentuado das emissões totais de GEE é o alerta socioambiental mais urgente, exigindo investimento articulado em tratamento de esgoto, destinação adequada de resíduos e controle do uso da terra para reverter a trajetória observada na última década.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.0%

2022

73
119.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.6%

2021

6
63.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

2.1%

2022

97
90.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.1%

2022

28
38.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.9%

2022

20
36.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.431.689 tCO₂e

2024

4
100.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.583 tCO₂e

2024

31
87.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.514 tCO₂e

2024

63
97.2% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.