HumaitáAM

62.312 habitantes · IBGE 1301704

IA

Resumo socioambiental

Humaitá/AM apresenta um quadro socioambiental de contrastes significativos. O abastecimento de água evoluiu de forma expressiva, saltando de 55,0% em 2008 para 99,5% em 2022, patamar bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), colocando o município no percentil 87 do país. Entretanto, esse avanço na cobertura é acompanhado por um problema estrutural grave: a perda de água no sistema atingiu 68,2% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior até à média do Amazonas (48,1%), situando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, indicando ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura.

No saneamento de esgoto e resíduos, o desempenho é preocupante. A coleta domiciliar estagnou em 67,6% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (73,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 32,2% para 28,6% entre 2010 e 2022, ainda é quase o dobro da mediana do país (14,9%) e supera a média do Amazonas (19,2%), posicionando Humaitá no percentil 72. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +40,1% entre 2010 e 2024, chegando a 34.031 tCO₂e — quase seis vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que passou de valores negativos (sumidouro de carbono) até 2018 para 1.552.631 tCO₂e em 2024, com pico de 18,9 milhões de tCO₂e em 2021, refletindo provavelmente desmatamento e mudança de uso do solo característicos da Amazônia. O aumento de 133,1% no último ano disponível, somado ao crescimento de 328,4% nas emissões de energia e à expansão de 1.632,5% na potência térmica fóssil instalada (de 1 MW para 23 MW), sinaliza uma trajetória de maior dependência de fontes poluentes, com o município no percentil 93-94 nacional em emissões.

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), no percentil 50. Combinado aos registros de cheia e seca observados em 2016 (ambos acima da mediana nacional), esse cenário reforça a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos, para reverter tanto as perdas físicas de água quanto a trajetória crescente de emissões que comprometem o histórico ambiental do município.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

23 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.5%

2022

87
80.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.2%

2022

4

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.6%

2022

35
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.6%

2022

28
10.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.552.631 tCO₂e

2024

7
133.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.031 tCO₂e

2024

9
40.1% no período

Emissões de energia

SEEG

325.201 tCO₂e

2024

6
328.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.