IpixunaAM

25.458 habitantes · IBGE 1301803

IA

Resumo socioambiental

Ipixuna/AM apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 26,3% em 2022, resultado de uma queda abrupta de -32,9% em relação aos anos anteriores, quando o município chegou a registrar 89,4% em 2021 — colocando Ipixuna no percentil 5 nacional, muito aquém da mediana brasileira de 76,5% e da média estadual de 82,0%. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta permanece estagnada em 0,8% (2021) e o tratamento é nulo (0,0% em 2022), enquanto a mediana nacional de tratamento é de 37,7%. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 48,1% dos domicílios em 2022 (percentil 91, ou seja, entre os piores do país), apesar da melhora de -26,8% desde 2010, quando o índice era de 65,7%.

Chama atenção a perda de água na distribuição, que saltou de 4,9% em 2021 para 12,7% em 2022 — ainda inferior à mediana nacional (29,9%), mas com tendência de deterioração acelerada que merece monitoramento, especialmente diante da queda simultânea na cobertura de água, sugerindo possível colapso ou desativação parcial do sistema de abastecimento no período.

Em relação às emissões de GEE, o município é historicamente um sumidouro de carbono, com saldo negativo de -948.306 tCO₂e em 2024, refletindo a preservação florestal típica da região amazônica, embora a série mostre oscilações relevantes, incluindo anos de saldo positivo (2021 e 2022). As emissões por resíduos, no entanto, cresceram +48,8% desde 2010, chegando a 10.594 tCO₂e em 2024 (percentil 69), o que dialoga diretamente com a precariedade da coleta e destinação inadequada de lixo. As emissões de energia também cresceram expressivamente (+125,8%), atingindo 14.819 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 5 eventos de cheia e 2 de seca em 2016, com índice de segurança hídrica projetado de 3,000 para 2035, abaixo da mediana nacional (4,000), indicando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos estruturais em saneamento e gestão de resíduos para reverter o quadro atual.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

4 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.3%

2022

5
32.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.8%

2021

1
2.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

12.7%

2022

89

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.0%

2022

8
19.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

48.1%

2022

9
26.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

-948.306 tCO₂e

2024

99
276.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.594 tCO₂e

2024

31
48.8% no período

Emissões de energia

SEEG

14.819 tCO₂e

2024

55
125.8% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.