IrandubaAM

67.114 habitantes · IBGE 1301852

IA

Resumo socioambiental

Iranduba apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com deterioração acentuada no acesso à água tratada. A cobertura de água caiu de 84,6% em 2011 para 58,2% em 2022, retração de 31,2% no período, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), no percentil 28. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição melhorou substancialmente, recuando de 40,0% (2012) para 9,6% (2022), valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e ao patamar do Amazonas (48,1%), colocando o município entre os mais eficientes do país nesse quesito (percentil 7, onde menor é melhor). Essa combinação sugere que a rede existente perde pouca água, mas sua cobertura está encolhendo — possivelmente por estagnação de investimentos em expansão frente ao crescimento populacional.

No manejo de resíduos sólidos, os indicadores também são desafiadores. A coleta domiciliar caiu de 78,4% (2010) para 70,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos atingiu 18,4% dos domicílios em 2022, acima da mediana do Brasil (14,9%) e próximo à média do Amazonas (19,2%), no percentil 57. Essa fragilidade na destinação final ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de GEE por resíduos, que subiram de 22.536 para 31.489 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+39,7%), muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — percentil 90, um dos piores do país no setor. O município conta apenas com 2 unidades de destinação de resíduos (2025), ainda distante da média estadual (7 unidades), embora tenha dobrado sua capacidade desde 2021.

O balanço geral de emissões de GEE é volátil, refletindo forte influência do uso da terra: after anos com sequestro líquido de carbono (valores negativos entre 2017 e 2023), o município voltou a ser fonte emissora em 2024, com 448.214 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 78. As emissões de energia também cresceram 58,1% entre 2020 e 2024 (de 88.723 para 118.173 tCO₂e), percentil 84, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local.

Quanto a riscos hídricos, o município registrou 5 eventos de cheia e 2 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), com percentis 98 e 64, respectivamente, evidenciando vulnerabilidade a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,113), no percentil 50 — sinalizando necessidade de investimentos estruturantes em resiliência hídrica que também poderiam reverter a queda na cobertura de água tratada.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.2%

2022

28
31.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

9.6%

2022

93
22.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.0%

2022

39
10.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.4%

2022

43
14.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

448.214 tCO₂e

2024

22
52.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

31.489 tCO₂e

2024

10
39.7% no período

Emissões de energia

SEEG

118.173 tCO₂e

2024

16
58.1% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.