ItacoatiaraAM

112.520 habitantes · IBGE 1301902

IA

Resumo socioambiental

Itacoatiara apresenta um quadro socioambiental de atenção, com destaque para o retrocesso no saneamento básico. A cobertura de água caiu para 58,7% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Amazonas (82,0%), posicionando o município no percentil 28 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção a queda abrupta em relação a 2021 (99,1%), sugerindo instabilidade operacional no serviço. Por outro lado, a perda de água caiu para 24,5% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (48,1%), indicando alguma eficiência na gestão da rede, apesar da baixa cobertura. Já a coleta de esgoto atinge apenas 70,7% dos domicílios (2022), com leve queda desde 2010, e o destino inadequado de dejetos chega a 26,1%, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (19,2%), colocando o município no percentil 69 — entre os piores do Brasil nesse indicador.

Na frente climática, as emissões totais de GEE somaram 1.242.499 tCO₂e em 2024, com queda de 27,9% frente ao início da série, mas ainda no percentil 91 nacional, refletindo forte peso relativo do município nas emissões do país. As emissões de resíduos cresceram 16,5% no período, atingindo 65.474 tCO₂e em 2024 — mais de dez vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e) — o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de esgoto e o alto índice de destinação inadequada de dejetos, evidenciando uma cadeia de saneamento deficiente com reflexo direto nas emissões. As emissões de energia cresceram 49% na série, chegando a 322.507 tCO₂e em 2024, compatíveis com a expansão da potência térmica fóssil instalada, que subiu de 46 MW para 62 MW entre 2019 e 2020 e se manteve estável desde então, no percentil 85 nacional.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 4 ocorrências de cheia e 2 de seca em 2016, valores que o posicionam nos percentis 96 e 64, respectivamente, indicando exposição relevante a extremos hidrológicos frente ao restante do país. Em contrapartida, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,113), sinalizando uma perspectiva relativamente favorável em termos de disponibilidade hídrica futura, ainda que os desafios de gestão de risco climático e saneamento permaneçam como prioridades para a gestão municipal.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

62 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.7%

2022

28
41.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.5%

2022

64
59.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.7%

2022

40
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.1%

2022

31
5.1% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.242.499 tCO₂e

2024

9
27.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

65.474 tCO₂e

2024

5
16.5% no período

Emissões de energia

SEEG

322.507 tCO₂e

2024

6
49.0% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.