ItamaratiAM
11.730 habitantes · IBGE 1301951
Resumo socioambiental
Itamarati/AM apresenta um quadro de saneamento crítico e destoante do padrão nacional. A cobertura de água chegou a apenas 14,6% em 2022, com queda de -66,5% em relação ao início da série e situando o município no percentil 2 do país — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (82,0%). Mais grave ainda é a perda de água, que atingiu 70,0% em 2022 (percentil 97, pior que quase todo o Brasil), indicando que o sistema perde a maior parte do que capta, o que ajuda a explicar a baixíssima cobertura efetiva mesmo com histórico de oscilações ao longo dos anos.
O esgotamento sanitário segue padrão semelhante de fragilidade estrutural, ainda que com alguma melhora relativa: a coleta de resíduos domiciliares avançou para 51,5% em 2022 (+48,6% frente a 2010), mas permanece abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), no percentil 16. O destino inadequado de domicílios, embora tenha caído de 65,3% para 44,5% entre 2010 e 2022, ainda é quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,2%), posicionando o município no percentil 89 — um dos piores do país nesse quesito. Essa deficiência sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 81,7% desde 2010, alcançando 4.949 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante que acompanha a informalidade na destinação de dejetos.
Do ponto de vista climático, Itamarati mantém um perfil atípico: as emissões totais de GEE são negativas (-5.243.326 tCO₂e em 2024), o que reflete o papel do município como sumidouro de carbono, muito provavelmente associado à floresta preservada — colocando-o no percentil 0 nacional, ou seja, entre os municípios com maior capacidade de sequestro de carbono do país. As emissões de energia caíram fortemente (-78,6% desde 2010, para 1.548 tCO₂e em 2024), bem abaixo da mediana nacional, e a potência térmica fóssil instalada é estável e modesta (3 MW), reforçando uma matriz energética de baixo impacto.
Por fim, os registros de eventos extremos merecem atenção: o único dado disponível (2016) mostra 5 registros de cheia (percentil 98) e 2 de seca (percentil 64), sinalizando vulnerabilidade hidrológica relevante, ainda que desatualizado. A segurança hídrica projetada para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,113), no percentil 14 — reforçando que, apesar do papel ambiental positivo como sumidouro de carbono, a infraestrutura hídrica e sanitária do município exige investimento urgente para reduzir riscos à população e sustentar a trajetória de queda nas emissões de resíduos e energia.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
3 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
14.6%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
70.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
44.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
-5.243.326 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.949 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.548 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
