ItapirangaAM

10.805 habitantes · IBGE 1302009

IA

Resumo socioambiental

Itapiranga/AM apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos no acesso à água, mas fragilidades operacionais e ambientais relevantes. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média da UF (82,0%), com salto expressivo desde 2018 (88,6%). Contudo, esse avanço convive com perda de água de 67,8% no mesmo ano — muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (48,1%), colocando o município no percentil 96, ou seja, entre as piores taxas de perda do país. Isso indica que a expansão da cobertura não veio acompanhada de eficiência na gestão da rede, sugerindo perdas físicas ou de faturamento que comprometem a sustentabilidade do sistema.

No saneamento de esgoto, o município ainda enfrenta desafios: 74,3% dos domicílios têm coleta em 2022 (percentil 46, abaixo da mediana nacional de 76,9%, mas acima da UF de 73,0%), enquanto 20,0% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — pior que a mediana nacional (14,9%) e ligeiramente acima da UF (19,2%), embora com melhora de 30,7% para 20,0% desde 2010. Essa lacuna de saneamento dialoga com o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 39.449 tCO₂e em 2010 para 65.406 tCO₂e em 2024 (alta de 65,8%), posicionando o município no percentil 95 nacional — um dos maiores per capita do país, refletindo tanto o crescimento urbano quanto a gestão ainda incompleta de destinação de dejetos e resíduos sólidos.

Do ponto de vista climático, Itapiranga mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -290.734 tCO₂e em 2024, resultado da vegetação e uso do solo típicos da Amazônia, situando o município no percentil 1 nacional (ou seja, entre os que mais retêm carbono). As emissões de energia caíram 22,9% desde 2010, para 12.664 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sem alteração na capacidade térmica fóssil instalada (5 MW, estável desde 2010).

Em relação a eventos hídricos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 1 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (0), mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média da UF (3,113), indicando perspectiva relativamente favorável no horizonte de longo prazo, desde que os desafios atuais de perda de água e destinação de resíduos sejam enfrentados com investimentos em eficiência operacional.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

5 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2022

100
12.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.8%

2022

4
565.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.3%

2022

46
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.0%

2022

40
34.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

-290.734 tCO₂e

2024

99
29.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

65.406 tCO₂e

2024

5
65.8% no período

Emissões de energia

SEEG

12.664 tCO₂e

2024

59
22.9% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.